segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

" Sede Perfeitos..."


Por Ricardo Ahmad:

As Salam'Alaykum


" Sede Perfeitos...."

O Sufismo nunca teve um primeiro expoente ou uma origem histórica. Ela já existia desde o início, porque o homem sempre possuiu a Luz que é a sua segunda natureza. O Sufismo sempre foi praticado e os seus mensageiros sempre o levaram até o coração dos seres humanos.
No tempo de Jesus Cristo havia Sufis entre os primeiros dos que deram ouvidos a ele, e na época de Mohammad os Sufis no Monte Zafah foram os primeiros a responder ao chamado do profeta. Mohammad  foi o primeiro a abrir o caminho para eles, na Arábia, e eles tiveram muitos seguidores. O Sufismo depois se espalhou para a Pérsia. Mas sempre que os Sufis expressaram seus pensamentos sobre Deus, eles foram atacados pelas religiões estabelecidas.
Foi na Índia que a arte do Sufismo foi levada à perfeição: a Índia tem sido uma terra espiritual por muito tempo, voltada para a técnica das práticas Sufis.
Assim Sufismo no decorrer do tempo, absorveu a influência de várias religiões, e por sua vez também influenciou muitas outras religiões.
Nos primórdios do Sufismo, foi fundada a Irmandade da Pureza, uma escola Sufista. Sua doutrina foi: "conheça a si mesmo e você vai conhecer a Deus". Estes alunos do auto-conhecimento foram Sufis, e tem por Sufismo o estudo do próprio eu, Ego.
Nas escolas diferentes (do Sufismo), o ideal permaneceu sempre o mesmo, embora os métodos variados. O ideal principal de cada escola Sufi foi para atingir a perfeição que Jesus Cristo ensinou na Bíblia, "... Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito".
O método dos Sufis sempre foi a de auto-anulação, o auto-conhecimento do verdadeiro Eu. Mas que eu? Não é o Eu real, mas o falso Eu, sobre o qual o homem depende, e sobre o qual ele se orgulha de ser algo especial, e por este falso conhecimento do verdadeiro Eu, ele permite que o Eu real pare de se manifestar no mundo fisico. Assim, o método trabalha no sentido de estabelecer o conhecimento do verdadeiro Eu ... Eu este que é eterno e para o qual todo o poder e beleza pertencem, o conhecimento de Deus e o elo com o amor Divino.
Muitas pessoas têm dito: "Nós acreditamos somente em Moisés, ou em Cristo". Alguns dizem que acreditam apenas nos Vedas, ou em outras escrituras antigas. Mas o Sufi não se importa com quem tenha dito algo ou estabelecido uma tradição, ele se preocupa apenas com o que foi dito, sem dogmas.
O Sufi vê a verdade em todas as formas (ele nunca iria rejeitar a religião particular). No entanto, sua verdadeira Mesquita é o seu coração em que vive o amado ...em que Vive Deus.
O Sufismo é uma religião, quando se quer aprender o dogma desta religião, é uma filosofia quando se quer aprender a sabedoria dela, é o misticismo se deseja ser guiado por ele no desdobramento da alma ... é a Luz, é a vida que é sustento de cada alma, e que levanta um ser mortal para a imortalidade. O Sufismo é a mensagem do amor, beleza, harmonia é uma mensagem divina. A Mensagem, no entanto, não está em suas palavras, mas na Luz Divina e viva, que cura as almas, levando-lhes a calma e a paz de Deus.
A fraqueza do homem sempre foi o que ele só considera como verdade, o que ele está acostumado a perceber no seu dia a dia com seu sentidos, e qualquer coisa que não está acostumado a ouvir, pensar ou mesmo sentir o assusta. Mas o caminho de perfeição significa elevar-se acima das limitações humanas, e subir tão alto que não apenas o horizonte de um país ou de um continente possa ser visto, mas que se possa vislumbrar de todo o mundo. Quanto mais alto subir, mais amplo torna-se o horizonte do nosso ponto de vista.
No Oriente, em um lugar onde o respeito deve ser mostrado às pessoas, usar um chapéu ou um turbante é sinal de respeito, enquanto que no Ocidente no mesmo tipo de lugar o chapéu é retirado. É simplesmente o princípio oposto. No Oriente, em templos hindus, Mesquitas e outros lugares sagrados, é preciso tirar os sapatos antes de entrar, no Ocidente não se pode ir em uma igreja sem sapatos.
O Sufismo tem como base fundamental o amor por si só, por isso os princípios (outros) das diferentes religiões não são nada para ele, pois o que importa em si é o amor superlativo por Deus.
A tarefa do Sufi é de retirar a tampa. A alma está tão coberta de diferentes vibrações que não pode ver a si mesma. O Sufi por suas meditações, por suas práticas, primeiro "tira" o corpo físico, e observa o que ele pode ver sem ele.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sufismo existe desde o início da história humana, pois em todo tempo e lugar, Deus enviou profetas para conduzir a humanidade ao conhecimento dele, e sufismo é o Caminho dos Profetas. O grande Mestre Bayazid Bastami declarou: "As suas sementes foram colocadas ao tempo de Adão, que brotou sob Noé e floresceu sob Abraão. Uvas formado no tempo de Moisés, e eles amadureceram no tempo de Jesus. No tempo de Mohammad, eles foram feitos em vinho puro. "

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Que Podemos Entender Como Sufismo


Uma definição de Sufismo, a partir de seu nome é algo difícil de ser feito, visto
haverem várias formas de interpretar a sua raiz arábica: SF. Uma das interpretações mais
em voga é a que o Sufi é aquele que faz uso do manto rústico tecido de lã (sûf) enquanto
que outra linha de interpretação faz derivar o nome do sopro do conhecimento místico que
nasce do coração (Sôf). Uma terceira linha faz nascer o nome não de uma raiz árabe, mas
sim grega, Sophos, ou conhecimento.
 De qualquer maneira, a forma mais aceita de interpretar o Sufi e o Sufismo é
utilizando não a sua origem lingüística, mas sim os seus objetivos: em termos gerais, o Sufi
é todo aquele indivíduo que acredita que é possível ter uma experiência direta de Deus e
que está preparado para sair de sua vida rotineira para se colocar debaixo das condições e
meios que lhe permitam chegar a este objetivo. Neste contexto, o Sufi é considerado como
o protótipo de todo místico que busca a União. Um exemplo vívido nos é apresentado por
Djalalludin Rumi.
O Sufismo é atualmente mais equacionado com uma forma islâmica de misticismo,
que tende a abraçar diferentes maneiras e tipos de técnicas, mas todas voltadas a uma busca
de uma comunhão direta entre Deus e o homem. É uma esfera de experiência espiritual que
corre em paralelo com a prática do Islão, que deriva da revelação profética e se desenvolve
na Shari’a e na teologia muçulmana. Como religião codificada, o Islão não pode admitir
que a experiência mística possa ocorrer em paralelo e como experiência pessoal única, o
que gerou as tensões e questionamentos que o Sufismo islâmico sempre sofreu ao longo de
sua trajetória. O objetivo tanto do Islão quanto do Sufismo é conduzir o praticante em
direção à Verdade ou Realidade. Dentro do Islão como religião revelada, tal objetivo seria
obtido através da prática dos preceitos religiosos enquanto que no Sufismo, além destes
preceitos, entrariam também em jogo uma série de fatores intuitivos e emocionais que,
segundo a teoria do Sufismo, estariam dormentes na maioria dos seres humanos e que, sob
uma supervisão correta, poderiam ser despertos e desenvolvidos. Este desenvolvimento
recebe o nome de Caminho e o viajante no caminho (salak at-tariq) busca eliminar os véus
que ocultam a sua experiência do Real e assim, vir a transformar-se ou absorvido na
Unidade indiferenciada. Embora não seja um processo intelectual, o Sufismo acabou
gerando uma série de formulações teórico/práticas que constituíram verdadeiras linhas
filosófico/místicas que acabaram se constituindo em verdadeiras formas de reação contra
um Islão cada vez mais sistematizado em termos de leis e teologia sistemática, objetivando
uma liberdade espiritual através da qual os sentidos espirituais intrínsecos do ser humano
pudessem ser amplamente utilizados. Os vários caminhos (turuq, tariqa no plural) estão
preocupados com este objetivo e não na justificativa religiosa ou não.
O Sufismo inicial representava uma expressão natural da religião pessoal em
contraposição à expressão religiosa do grupo. Era a afirmação do direito pessoal em seguir
uma vida de contemplação e de busca de contato com a fonte de ser e realidade, acima de
qualquer forma institucionalizada de religião baseada em mera autoridade, numa relação
Mestre-Discípulo unilateral, com sua ênfase na observância ritual e num moralismo
legalístico. O espírito da piedade Corânica acabou fluindo para dentro das vidas e práticas,
assumindo formas de expressão diversas, como encontradas no zickr (rememoração), dos antigos ascetas (nussak) e devotos (zuhhad). Estes buscadores, depois de obterem uma
experiência de comunhão direta com Deus garantiam que o Islão não estava confinado
dentro de uma diretiva moralística. Seus objetivos eram de alcançar uma percepção ética.
O Sufismo teve seu desenvolvimento dentro do corpo da religião Islâmica e, na sua
origem pouco deve a influências não-muçulmanas, embora recebendo algumas tinturas da
vida ascetico-mística cristã e do pensamento do Cristianismo Oriental. Os mestres iniciais
estavam mais preocupados com as experiências do que com a teorização teosófica.
Buscavam mais guiar que ensinar, direcionando o aspirante ao longo das suas experiências,
buscando sempre um conhecimento isento dos perigos da ilusão, através do qual o aspirante
pudesse obter um acesso à verdade espiritual. Na prática, o Sufismo consiste em
sentimentos, percepções e revelações, ou insights pessoais que são alcançados através de
uma série de passagens por estados de êxtase. Assim, o ensinamento se seguiria à
experiência. Neste caso, o êxtase seria entendido como fases distintas de negação de
aspectos prévios do ser e a incorporação de novos estados e a ativação de novas
potencialidades, sendo que este processo sempre é acompanhado de sentimentos,
emocionalidades e intuições que nada tem a ver com o êxtase na sua definição mais
‘mediúnica’ de negação (ou suspensão temporária) da consciência pessoal. Aqui é feita
uma distinção entre as duas formas de expressão externa da experiência do postulante: o
estado de êxtase (ghalaba, defendido por Bistami), onde o indivíduo demonstra, através de
gestos, palavras, cânticos ou até mesmo pela alteração de seus comportamentos e presença
física, aquilo que está experimentando internamente e na sobriedade (sahw, defendido por
Junaid), onde o indivíduo não deixa transparecer nada aquilo que lhe está acontecendo.
Com o passar do tempo, esta última postura tornou-se a mais valorizada, pois era
considerada como ‘segura’ pela ortodoxia religiosa.
Os grupos sufis iniciais eram bastante frouxos e mutáveis, com os discípulos
viajando em busca de mestres, outros ganhando seu sustento com trabalho e outros
mendigando. Aos poucos vão se formando locais de reunião para tais tipos de viajantes e
cada um estava associado com algum tipo de função: as hospedarias, em certas regiões da
Arábia (ribats) tem esta origem, no Korasan, estes locais estavam associados com casas de
repouso, hospitais e hospícios (khanaqah) enquanto que outros eram retiros (khalwa ou
zawya), geralmente sob a orientação de um diretor espiritual. Com o tempo, todos estes
termos passaram a representar um local de reunião sufi. Já no século XI encontramos
estruturas Sufi, com locais de reunião, exercícios espirituais, meditação e retiros bem
organizados, embora o pessoal que deles participava ainda era bastante infreqüente e que
migravam de mestre a mestre. Com o passar do tempo começaram a dispor de um pessoal
mais permanente e finalmente, assumiram as características de verdadeiras linhagens
espirituais, abrindo o caminho para um processo de institucionalização. Assim surgem as
ordens Sufi, geralmente girando ao redor do místico fundador, e surge o processo de
admissão de um postulante à uma Silsila (cadeia contínua de autoridade e de transmissão de
conhecimento). Freqüentemente uma Silsila, por um processo de desdobramento ou de
quebra, dá origem a outras linhagens que lhe são parentes, criando uma infinidade de subordens que irão, por sua vez passar pelo mesmo processo. Tal mecanismo está em franco
desenvolvimento nos dias atuais, principalmente devido ao fato do grande interesse dos
Ocidentais por estas Ordens, o que facilitou este processo de multiplicação. Em termos esotéricos, o Sufismo não se diferencia da busca pela União que já é
encontrada nas propostas místicas anteriores ao Islão, a Cabala Judáica, as propostas
Platônicas e Neo-Platônicas, o Gnosticismo e o Misticismo Cristão precederam e deram um
embasamento para o Sufismo Islâmico. Dentro deste contexto maior, o Sufismo, assim
como as formas que lhe precederam recebem o nome de Trabalho, ou seja, o processo ativo
de aperfeiçoamento do indivíduo para que este se torne capaz de perseguir o fim último de
seu ser: a União Mística com o Absoluto. Nesta perspectiva não seria possível estabelecerse qualquer diferencial entre uma linha com outra, afora as diferenças exteriores de
apresentação e contexto cultural. Essa é uma das formas de entender o que é chamado de
Tradição Perene, ou Filosofia Perene, que representa a essência dos conhecimentos e
praticas capazes de conduzir o individuo a um desenvolvimento harmônico de suas
potencialidades. Assim cada uma destas linhas e escolas, que tentaram preservar e
desenvolver este conhecimento, são expressões desta Tradição Perene em diferentes épocas
e culturas. Cada uma delas assumiu uma forma  especifica, mística, religiosa, artística,
filosófica ou cientifica, de acordo com o momento em que surgiram e se desenvolveram.
Assim o problema fundamental que se apresenta ao postulante é o mais crucial de
todos: o que ele realmente deseja; a busca da União, com tudo que isto representa ou a
busca de um apoio religioso e institucional. Isto com freqüência não é bem analisado pelo
postulante que acaba confundindo ambos os objetivos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Poder da Prece


Disse o Imam Muhammad al-Baqir (A): “Juro por Deus, Exaltado seja, que Ele não espera das pessoas senão duas virtudes: que Lhe reconheçam as bênçãos, de modo que Ele aumente as Suas bênçãos (derramada) sobre eles; e que Lhe reconheçam os seus pecados, de modo que Ele os perdoe”.
Al-Kafi, v. 2, p. 426

Disse o Imam al-Hussain (A): “Por certo que Deus, Exaltado seja, não criou os humanos senão para que O reconheçam e quando eles O reconhecem, eles O adoram e quando eles O adoram, não sentirão a necessidade de adorar nenhum outro além d’Ele”.
Safinat al-Bihar, v. 2, p. 180

Disse o Imam Ali ibn al-Hussain (A): “Se salva da aniquilação o crente que possui três qualidades: o testemunho de que não há divindade além de Deus, Único e sem parceiros; a intercessão do Mensageiro de Deus e a abundância da Misericórdia de Deus”.
Safinat al-Bihar, 517

A Oração e os seus Efeitos

Disse o Mensageiro de Deus (S): “Não é de mim aquele que negligencia a sua oração. Tal pessoa não alcançará a Fonte (de Kauzar no Paraíso). Por Deus que não!”.
Man La Yahduruhul Faqih, vol. 1, p. 206

Disse o Imam Sadiq (A): “Se houvesse um rio defronte a casa de algum de vós na qual vos banhassem cinco vezes ao dia, acaso restaria algum resquício de sujeira sobre o vosso corpo? Por certo que o exemplo da oração é como o do rio. A pessoa que pratica as orações diárias elimina os seus pecados, exceto aqueles que o tira da fé que ele professa”.
Bihar al-Anwar, vol. 82, p. 236
Disse o Profeta (S): “Para Allah uma oração obrigatória equivale a mil peregrinações Hajj e mil peregrinações Umrah aprovadas e aceitas”
Bihar al-Anwar, vol. 99, p. 14
Disse o Profeta (S): “Não arruineis vossas orações (ao não realizar a sua correta realização), visto que quem arruinar as suas orações será ressuscitado junto a Carun e Haman e será um direito de Deus introduzi-lo no Inferno junto aos hipócritas”.
Bihar al-Anwar, vol. 83, p. 14
Disse o Mensageiro de Deus (S): “Quando realizardes uma oração, praticai-a como se fosse a última de alguém que está se despedindo deste mundo”.
Bihar al-Anwar, vol. 69, p. 408
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A): “Se a pessoa que se encontra em oração soubesse a misericórdia que lhe está sendo dispensada, ela nunca levantaria a sua cabeça da prostração”.
Tasnif-I-Ghurar al-Hikam, p. 175
Disse o Imam al-Baqir (A): “No Dia do Juízo, a primeira coisa pela qual o servo irá responder é a oração e se a mesma for aceita todas as suas outras ações serão aceitas também (do contrário, todas as suas outras ações não lhe serão de nenhuma valia)”.
Bihar al-Anwar, vol. 7, p. 267
Disse o Imam al-Sadiq (A): “Por certo que a nossa intercessão não alcançará aquele que negligencia as suas orações”
Bihar al-Anwar, vol. 82, p. 236
Disse o Imam al-Baqir (A): “Há dez coisas que se o indivíduo encontrar a Deus, Imponente e Majestoso, com as mesmas, ele entrará no Paraíso: o testemunho de que não há divindade além de Deus; e que Muhammad é Mensageiro de Deus; o reconhecimento daquilo que foi enviado ao Profeta da parte de Deus (Alcorão); a prática da oração; dar o Zakat; jejuar o mês de Ramadan; peregrinar a Casa de Deus; amar os amigos de Deus; dissociar-se dos inimigos de Deus; e evitar todo tipo de bebida alcoólica”.
Al-Khisal, p.432
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A): “Para o temente, a oração é um meio de se alcançar intimidade com Deus; para o fraco, a Hajj (peregrinação a Meca) é tão bom quanto a Jihad (luta pela causa de Deus). Para cada coisa existe uma purificação e a purificação do corpo é o jejum. E a Jihad da mulher é ser boa esposa”.
Nahjul Balagha, dito 136
Disse o Mensageiro de Deus (S): “Não há noite sem que o anjo da morte conclame os mortos nos sepulcros e lhes pergunta do que eles se lamentam hoje depois de terem visto claramente a próxima vida. E os mortos respondem: ‘Por certo que nós lamentamos e temos inveja dos crentes em suas mesquitas, pois eles podem rezar e nós não; eles dão o zakat e nós não; eles jejuam no mês de Ramadan e nós não; eles fazem caridade com aquilo que lhes sobra depois de satisfazerem as necessidades das suas famílias, ao passo que nós não o podemos fazer...”
Irshad al-Qulub, p.53
Disse o Mensageiro de Deus (S): “No horário (prescrito) de cada oração, eu escuto um arauto dizer: ‘Ó filhos de Adão! Mantenham a oração a fim de apagar o fogo que vós acendestes sobre vós mesmos (com a prática de pecados)”.
Mustadrak al-Wasa'il, vol. 3, p. 102
Disse o Mensageiro de Deus (S): “Observai a oração, pois no Dia da Ressurreição, quando Deus, Exaltado seja, ressuscitar o servo (para a prestação de contas), a primeira coisa que Ele irá perguntar será sobre a oração. Se o indivíduo as apresentar completas será bem-aventurado, se não, será arrojado no Inferno”.
Bihar al-Anwar, vol. 82, p. 202
Abu Basir disse que foi ver Umm Hamidah para lhe dar os pêsames pela morte do Imam Jafar al-Sadiq (A). Então, ela começou a chorar e ele, ao vê-la naquele estado, chorou também. Depois disso, ela disse: “Ó Abu Muhammad! Se tivesses visto a Jafar ibn Muhammad no seu leito de morte, terias presenciado algo impressionante: ele abriu os olhos e pediu que todos os seus parentes fossem reunidos. Então, ela disse que eles haviam reunido todos os seus parentes sem a exclusão de nenhum deles. Então, ele olhou para eles e disse: ‘Certamente, a nossa intercessão não alcançará aquele que negligencia a sua oração”.
Wasa'il-ash-Shi'ah vol. 4, p. 26
Disse o Sagrado Profeta (S): “A adoração feita por aquele que adquire a sua subsistência com dinheiro ilícito é similar a um edifício que é construído sobre a areia”.
Bihar al-Anwar, vol. 84, p. 258
A Oração da Meia-Noite

Disse o Mensageiro de Deus (S): “A honra do crente está no ato dele se levantar à noite (para orar) e sua grandeza está em não necessitar das pessoas”.
Bihar al-Anwar, vol. 77, p. 20
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A): “Quem dorme demasiadamente durante a noite se privará de uma ação (oração da meia-noite) que ele não poderá realizar durante o dia”.
Ghurar al-Hikam, p.289
O Imam al-Sadiq (A) disse que Deus, Imponente e Majestoso, disse a Moisés, o filho de Imran, numa revelação: “Ó filho de Imran! Mente aquele que diz Me amar, mas quando cai a noite, Me negligencia”.
Bihar aI-Anwar, vol. 13, p. 329
Disse o Imam al-Sadiq (A): “Nunca percam as orações da meia-noite, pois, em verdade, o verdadeiro perdedor é aquele que perde (os benefícios) da oração da meia-noite”.
Bihar al-Anwar, vol. 83, p. 127
Disse o Imam al-Sadiq (A): “O Mensageiro de Allah (S) pediu para Gabriel pregar (algo) para ele e ele disse: ‘Ó Muhammad, viveis da forma como vos aprouver, mas vós certamente ireis morrer; ameis qualquer coisa que vos aprouver, mas vós certamente ireis vos separar disso; fazeis qualquer coisa que vos aprouver, mas vós certamente ireis vos encontrar com isso (e receber a respectiva recompensa). A honra do crente está nas suas orações da meia-noite e a sua nobreza na sua abstenção de (arruinar) a reputação alheia”.
Al-Khisal, p. 7
Disse o Imam Sadiq (A): “Há três coisas que são a honra do crente e o seu ornamento tanto neste mundo quanto no outro: orações ao final da noite (orações noturnas), não cobiçar aquilo que as pessoas possuem e o amor (e a liderança) de um Imam da família de Muhammad”.
Bihar al-Anwar, vol. 75, p. 107

A Fé em Deus e Obter a Sua Complacência

Disse o Imam Sadiq (A): "Narrou-me meu pai de seu pai, que um homem de Kufa escreveu a seu pai, al-Hussain ibn Ali, pedindo-lhe para que ele o informasse a respeito do bem deste mundo e do próximo. Ele (A) escreveu (em resposta): ‘Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. Certamente, quem procura a complacência de Deus mesmo implicando isso no desgosto das pessoas, Deus lhe fará não necessitar das pessoas. Porém, aquele que procura a complacência das pessoas implicando isso no desgosto de Deus, em verdade, Deus delegará os seus assuntos nas mãos das pessoas, Wassalam’”.
Bihar al-Anwar, vol. 71, p. 208
Disse o Imam Ali ibn Hussain (A): “Quem age em conformidade com aquilo que Deus prescreveu para ele, se conta entre os melhores indivíduos”.
AI-Kafi, vol. 2, p. 81
Disse o Imam Sadiq (A): “Aquele que ama pela causa de Deus, se aborrece pela causa de Deus e faz caridades pela causa de Deus, se encontra entre aqueles cuja fé é perfeita”.
Al-Kafi, vol. 2, p. 124
Disse o Imam Hassan al-Askari (A): “Não há qualidade mais superior que essas duas: a fé em Deus e ser benéfico aos muçulmanos”.
Bihar aI-Anwar, vol. 17, p.218
A Piedade e sua Necessidade num Muçulmano

Disse o Mensageiro de Deus (S): “As duas coisas que mais farão as pessoas ingressarem no Paraíso são o temor a Deus e o bom caráter”.
Bihar al-Anwar, vol. 71, p. 373
Disse o Mensageiro de Deus (S): “Quando vos propuserdes a fazer alguma coisa, reflitais sobre as suas conseqüências. Se isso for benéfico para a vossa evolução e desenvolvimento, fazei-o, mas se nele houver extravio, abandonai-o”.
Bihar al-Anwar, vol. 77, p. 130
Perguntaram ao Imam Sadiq (A) a respeito do significado de Taqwa (piedade, temor a Deus), ao que ele respondeu: “Taqwa significa que Ele não deixe de vos encontrar no lugar onde Ele vos ordenou estar e que Ele não vos veja no lugar onde Ele vos proibiu de estar”.
Safinat al-Bihar, vol. 2, p. 678
Disse o Mensageiro de Deus (S): “Vós deveis ter para com Deus um pudor similar ao que vós tendes ante um homem piedoso dentre os vossos parentes”.
Mustadrak Al-Wasa'il-ash Shi'ah, vol. 8, p. 466, n.10027
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A): “Que boa barreira contra as paixões de um indivíduo é o feito de recatar o seu olhar”.
Ghurar al-Hikam, p. 321
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali para o Imam al-Hassan e o Imam al-Hussain (que a paz esteja com eles) quando Abdur Ibn Muljam o golpeou (fatalmente com uma espada): “Eu vos aconselho o temor a Deus, que não procureis (os prazeres) da vida terrena ainda que esta vos procure. Não lamenteis por nada que vos tenha sido negado neste mundo. Dizei a verdade e realizei boas ações à procura da recompensa divina. Sede inimigo dos opressores e auxiliai os oprimidos”.
Nahj-ul-Balagha, carta 47
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A): “Eu vos aconselho o temor a Deus, Ó filho meu, cumprir a Sua ordem, preencher o vosso coração com a recordação d’Ele, e agarrar-se a Seu barbante, visto que, que cordão mais firme pode existir que aquele que tem lugar entre Deus e vós, se é que chegas a agarrar-se a ele?”.
Nahj-ul-Balagha, carta 31
 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ramadan 2012/ Inicio 20/07/2012


"O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão - orientação para a humanidade e evidência de orientação e de discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio desse mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Allah vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que Lhe agradeçais." (2:183-185)
O jejum é uma educação espiritual e a isso referiu-se o profeta Muhammad ao dizer "quem não deixa de dizer inverdades e agir falsamente, a Deus não interessa que ele deixe de comer e beber"... "Se for o dia de jejuar de alguém, não deve pecar, nem tumultuar, e se alguém lhe ofender (insultando) ou provocar, que lhe diga ‘Estou de jejum’ " Estas duas máximas honradas do profeta explicam o sentido real do jejum ou seja, deixar de cometer pecados, deixar de falar o mal, perdoar os maldosos, e se ocupar com penitências e adoração a Deus, pois as boas ações se multiplicam no Ramadan. Resumindo, o jejuador vive no Ramadan um passeio espiritual no jardim do Alcorão Sagrado, cultivando em recitá-lo, respirando o aroma de seus versículos exalantes, orientando-se com sua luz, adornando-se com sua moral, agindo dentro de seus preceitos, buscando nesse passeio, tranqüilidade que é abrigo para a sua alma, tendo se encontrado e se auto julgar retirando sua alma da escuridão, e da ignorância da matéria para o que há no Alcorão de valores, moral e sublimidade.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Mulher Perfeita, Por Nasrudin



Nasrudin conversava com um amigo, que lhe perguntou:

- Então, mullah, nunca pensaste em casamento?

- Já pensei. Em minha juventude, resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, cheguei a Damasco, e conheci uma mulher espiritualizada e linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem, e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era uma moça bonita. Então resolvi ir até o Cairo, onde jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

- E por que não casaste com ela?

- Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O níveis do Sufismo


O Sufi é mais prático do que teórico. Não interessa a ele o depois, e sim o agora. O Sufismo estuda o que devemos fazer para desenvolver nossa consciência aqui nesta existência. Por isso não acredita (ou ao menos não está incluída na doutrina) em reencarnação, pois esta seria uma teoria prejudicial ao que o sufismo se propõe.

O coração, no Sufismo, é o centro do ser espiritual, e não um aspecto emocional (como no ocidente). É equivalente a um espaço no corpo, onde a alma (espírito) disputa esse espaço com o ego (nafs, que em árabe significa alma animal). Este ego é uma parte material da sua existência, e não a consciência em si.

Existem 7 níveis de consciência dentro da doutrina Sufi. Entretanto, esta divisão está mais para um imenso degradê, existindo assim diversos subníveis. O menos evoluído dos níveis é o que veremos primeiramente:

1 - Nafs ammara (O Eu que induz ao mal)
A maior parte da humanidade está neste nível. Desconectada do resto do mundo, onde busca apenas a satisfação de seus desejos. Nos níveis mais elevados de Nafs ammara o mal está na mentira (tanto pra satisfazer ao ego, como pra levar vantagens), nesses "pequenos" defeitos que são justificados por nossa mente. Nos níveis mais baixos encontramos os assassinos, estupradores, assaltantes, etc.

Para sair desta roda de sofrimento, você precisa estar apto a receber a misericórdia de Deus, e para isso você precisa se ver de fora, ter algo como um "grilo falante" que lhe diga que isto não é correto, por mais "benefícios" aparentes que lhe traga. É acender a centelha divina que está dentro de todo mundo. Podemos receber esse "empurrãozinho" Divino (pra que possamos nos aperfeiçoar) quando, por exemplo, sentimos um gratificante bem-estar ao se fazer alguma coisa boa a alguém. Mas isso é só a ponta do iceberg, que a pessoa deve descobrir por ela mesma, sem "recompensas".

Enfim, no Nafs ammara não há consciência de certo ou errado, bem ou mal, no seu sentido mais universal. Apenas no fim deste nível é que há a percepção.

2 - Nafs lawwama (O Eu acusador)
A consciência interior do certo e do errado. A pessoa nesse nível assume como verdade interior o que aprendeu - seja através de tradições (familiares, ou de um grupo) ou religiões. O problema aqui é esse "censor" interno ser tão rigoroso que possa levar a pessoa à depressão, ou a julgamentos muito rigorosos consigo mesmo. O que normalmente surge desse encontro consigo mesmo é o remorso, e é preciso ter muito cuidado pra não desmoronar de vez ao ver-se como realmente é. Outros, pra poder se "sustentar", preferem voltar o "Eu acusador" para os outros, e não pra ele mesmo. Então essa pessoa passa a ser uma perseguidora, uma inquisidora, se achando uma defensora do "certo", da Verdade. É uma fachada (a tal sombra de Jung) pra um problema que está dentro dela mesma. Se ela não se perdoar primeiro, se não compatibilizar o pensamento de outrora com o de hoje, não perdoará aos outros.

3 - Nafs mulhima (O Eu inspirado)
O conjunto ética/ação é o que caracteriza a pessoa nesse nível. O indivíduo passa a ter mais sonhos e visões, e a achar que coisas que não são válidas para os outros podem ser válidas pra ele. O risco nesse nível é a pessoa confundir paixão com inspiração, porque o coração ainda está dominado pelo ego. Pessoas em Nafs mulhima podem tornar-se líderes religiosos e, mesmo com a melhor das intenções, podem achar que "inventaram" ou descobriram um novo caminho pra Deus, que são enviados do Alto para a humanidade, e podem assim acabar inflando ainda mais o próprio ego, por se acharem os donos da verdade.

Do terceiro nível para cima é recomendável o acompanhamento por uma escola mística, um grupo, um apoio espiritual de quem já tenha trilhado esse caminho. Isso porque há sempre o risco do ego assumir um comando ainda maior do coração. O Mestre é um guia, que nos mostra os passos para que seja possível obter as experiência necessárias para o caminho sem tropeços. Mas é preciso que os passos sejam válidos para todos, éticos, públicos e transparentes.

4 - Nafs mutmaina (O Eu tranqüilo)
Neste nível a pessoa já aquietou o ego, e possui um bem-estar interior mais constante. Já começa a vislumbrar um efeito de integração entre todas as coisas.

5 - Nafs radiya (O Eu que está satisfeito com Allah)
Neste nível a pessoa está liberta da inflência do ego no coração. A partir daí não há possibilidade de regressão. Ele olha o mundo e consegue compreendê-lo como um sistema perfeito, sem falhas. Mas isso não significa que essa pessoa não tenha falhas, que não fique triste nem condoída com o problema dos outros. Nao há arrogância.

Se tal pessoa não morrer neste nível de consciência, fatalmente atingirá o próximo.

6 - Rafs mardiya (Aquele com quem Allah está satisfeito)
São os considerados "amigos de Allah". Jesus, além de ser considerado (pelos muçulmanos) um profeta para o povo hebreu, é também um "amigo de Allah".

7 - Nafs saffiya (O Eu perfeito)
O momento em que o ego se dissolve na consciência divina, no qual, simbolicamente, amado e amante se confundem.
Allah desperta em cada um de nós uma paixão por algo, para que seja desempenhada com amor, em benefício ao próximo. Cabe a nós descobrir esse dom e dar o máximo de nós mesmos para unir em nossas ações o amor.

"Livro The Sufi path of knowledge (A história dos Dervixes);
Filme The message (A história do islamismo)"

Reflexão


"O interior o exterior".

Quando nossa alma está afetada pelos sussurros dos gins e humanos...
Nossos atos e palavras perdem o equilíbrio.
Quando a nossa alma está abarrotada com as palavras do Senhor, sussurradas por nós mesmos com a recitação do Sagrado Alcorão... "Nossa alma evolui, ficamos serenos e calmos, mesmo nas dificuldades nos mantemos pacientes, nossa respiração desacelera e a vida segue tranqüila na Paz de Deus"!"".

"A fartura e o seu gasto".

Se desejar fartura, peça também a Deus sabedoria para administrar a mesma... Se não estivermos preparados em plena consciência de nossa alma, de como por em prática esta riqueza... Ela se volta contra nós na forma de castigo. Dependendo do nível que cada um de nós tenha de percepção e entendimento sobre o nosso ego, poderemos combater e resistir às tentações do mesmo. Muitos não conseguem e caem vítimas da graça mal investida "".

"A alma sussurra ao corpo todos os movimentos a serem executados. Deus é Onisciente muito antes de tudo e antes da alma obedecer ou desobedecer. Devido a essa Onisciência Divina... Deus esta mais próximo de nós conforme diz no sagrado Alcorão":
E, com efeito, criamos o ser humano e sabemos o que a alma lhe sussurra. E Nós estamos mais próximos dele que a veia jugular, quando os dois anjos recolhedores, sentados a sua direita e a sua esquerda, recolhem tudo o que ele diz e faz. Capítulo 50 / 16 e 17.
Toda a nossa vida nos mínimos movimentos e detalhes é registrada pelos anjos.

"A alma briga com os egos quando temos total convicção que Deus nos Observa".

"A vida é como se fosse uma pedra preciosa. Cada um tem o seu tempo para lapidá-la".

"Se todo o oceano fosse tinta para escrever as Palavras do Senhor, o mar secaria".

"Nós temos vários movimentos no corpo que podem ou não ser para a causa Divina. O movimento de andar para a direção do que é maligno ou benigno, olhar para o maligno ou benigno, pensar no maligno ou benigno, degustar o que é maligno ou benigno, usar as mãos para o que é maligno ou benigno...".

"Cuidado para não pagar o preço da violência contra si mesmo. Quem financia este capetalismo sensual, desagregador e covarde, somos nós mesmos em nossos consumos. Selecione o seu consumo".

"Por que erramos?".

Erramos porque não nos conhecemos. Erramos porque não conhecemos a personalidade pura de nossa alma. Erramos porque escutamos as vozes do nosso subconsciente, erramos porque somos vários, vários personagens criados para a cadeia alimentar da memória carnal, estímulos do inconsciente que gera um movimento sem pensar. Sejamos lento para escolher a palavra certa, sejamos lentos ao escolher o movimento.

"Toda ação má, cometida em uma primeira vez e não coibida na segunda... gera uma Constancia que polui gradativamente a alma. Cada vez que isso acontece, vários versículos dos ensinamentos de Deus (Alcorão) passam a ser ignorados e conseqüentemente a alma vai se enfraquecendo e deixando de enxergar a verdade".
(Em absoluto, mas o que eles cometiam lhes enferrujou o coração. Alcorão 83/14).

"Alma cega".

O ofuscamento da visão espiritual é provocado principalmente quando o humano não consegue viver de forma equilibrada com o materialismo, procura satisfazer o seu consumo com coisas não saudáveis. Para manter estes consumos, seguem filosofias dogmáticas que não abrangem as questões de educação, família, sociedade, saúde e tantos outros contidos nos ensinamentos de Deus. "".

"Saia da toca tatu".

Aquele que já tem um controle sobre os sussurros malignos e que com isso consegue controlar o seu ego com a recordação Divina (Zikr)... Deve estar em todos os meios para orientar os mais fracos. E onde estão os mais fracos? Estão nas fábricas de doenças, entre nestas fábricas com o Apoio de Deus para você não cair, entre e trabalhe, oriente discretamente, mantenha-se concentrada o tempo todo em seu interior, use o raciocínio lógico para trazer o ouvinte para a reflexão "".

"Não necessariamente todas as coisas sejam futilidades, futilidades são as coisas que nos tiram da Unidade Divina para a idolatria. A futilidade vai depender necessariamente da intenção".

"Desculpas ou mil desculpas... geralmente é álibi para a falta de compromisso".

"Quanto mais distante da natureza... mais distantes ficamos de nós mesmos e de Deus".

"A descrença tem intensidade e a crença em Deus também. Essa intensidade de fé em Deus é diferente em cada um. É designada por Deus para cada um de acordo com o Propósito Divino".

"A nossa vulnerabilidade depende da fé em Deus, das nossas atitudes ou falta de atitudes defensivas".

"As pessoas cobram das outras uma forma de ser baseando-se nas delas. A tolerância é fundamental para a divulgação da Fé e para a nossa evolução espiritual".

"Um servo se parece com um soldado, que mesmo não querendo... obedece. Um crente é aquele que acredita e obedece como se fosse um soldado, independentemente de seu ego".

"Antes de estabelecermos um diálogo... devemos estudar e analisar o estilo e personalidade do ouvinte. Deixe-o falar bastante para depois você falar. Descobrindo então o estilo da pessoa, devemos usar uma linguagem próxima do estilo dela, sem afetar ou contradizer a Doutrina da Unidade Divina. Isso gera uma adaptabilidade nas circunstâncias, locais e situações diversas".

Os emigrantes.

"As sanguessugas, parasitas exploradoras... migram como migra todo aquele que necessita de novos ares. O mundo caminha para uma grande mudança administrativa. As reservas de riquezas naturais ficam cada vez mais escassas aos exploradores. Os bons e os maus caminham em direção a solos ricos".
Alma a mente espiritual.

Texto: Estrada da Harmonia

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Eu Terrorista

Confissão de um terrorista!
Mahmoud Darwich

Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,
Seqüestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries

Eles... mataram um terrorista!
________________________________________
Chamada da Tumba
Mahmoud Darwich

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os Seis Kalimas do Islã



• O 1 º KALIMA
[Kalima Tayyibah, ou seja, a Palavra de Pureza]
»La ilaha illallah, Muhammad RasulAllah
Significado: Não há Deus senão Alá, e Maomé, a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele, é o mensageiro de Allah.
• O 2 º KALIMA
[Kalima Shahada, ou seja, a palavra de testemunho]
»Ash-Hadu Allahu ilaha illallah wah-la Dahu Shareeka lahu, wa ash-Hadu anna Muhammadan abduhu wa Rasuluhu
Significado: Eu testemunho que não é digno de culto, mas Deus, o Único sozinho, sem parceiro, e eu testemunho que Muhammad, paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele, é o Seu servo e Mensageiro.
• O 3 º KALIMA
[Kalima Tamjeed, ou seja, a Palavra de Glorificação]
»Subhanallahi walhamdulillahi wa la ilaha illallahu wallahu akbar, wa la howla wa la quwwata illah billahil alliyil azeem
Significado: Glória a Deus, e todos os louvores a Alá, e não há ninguém digno de adoração, mas Deus, e Deus é o Maior, e não há força e poder, exceto de Deus, o Altíssimo, o Grande.
• O 4 º KALIMA
[Kalima Tawheed, ou seja, a Palavra da Unicidade de Deus]
»La ilaha illallahu wah-la Dahu Shareeka lahu Lahul mulku wa wa Lahul hamdu yuhyi yumeetu biyadihil Khayr, wa huwa ala Kulli shay'in Qadeer
Significado: Não há ninguém digno de adoração, mas Deus que está sozinho (e) Ele não tem parceiro, Seu é o Reino e para ele é todo o louvor, Ele dá a vida ea morte, na Sua mão é tudo de bom e Ele tem poder sobre tudo.
• O 5 º KALIMA
[Kalima Astaghfar, o que significa a palavra do Arrependimento]
»Astaghfirullah rabino min kullay zambin aznabtuhu Amadan aw aw khat'an sirran ala niyyataw-wa atuubu ilayhi minaz-zambil Lazee a'lamu wa minaz zambil Lazee la a'lamu innaka anta allamul ghuyuubi wa wa sattaarul uyubi ghaffaruz-zunuubi wala wala hawla quwwata illa billahil aliyil azeem.
Significado: eu buscar o perdão de Deus, meu Senhor, de todos os pecados que cometi consciente ou inconscientemente, secreta ou abertamente, e eu voltar para ele do pecado que eu sei e do pecado que eu não sei. Certamente você, você (são) o Conhecedor das coisas ocultas e o corretivo (de) os erros e Indulgente (de) pecados. E (não há) nenhum poder e nenhuma força com exceção de Deus, o Altíssimo, o Maior.
• O KALIMA 6 TH
[Kalima-Kufr Radde, o que significa a Palavra de Refutando incredulidade]
»Allahumma Inni a'uzu Bika min um ushrika Bika shay'a-wa wa ana a'lamu Bihi astaghfiruka lima la a'lamu Bihi tubtu anhu wa tabarra'tu minal Kufri lavagem shirki wal wal-kizbi ma'aasi kulliha assalamtu wa amantu-wa-akulu la ilaha illallah, Muhammad RasulAllah
Significado: Ó Deus! Eu buscar proteção em você de que eu não deveria participar de qualquer parceiro com você conscientemente, peço o seu perdão que eu não sei, eu me arrependo dela (ignorância), eu me livrar de descrença e parceiros juntam com você e de tudo pecados. Eu submeto a Vossa vontade, eu acredito e eu declaro: não há ninguém merecedor de adoração além de Allah e Muhammad, paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele, é o Mensageiro de Deus.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Al - Mahdi

Pesquisas Sobre o Aparecimento do Imám "Al-Mahdi" do Ponto de Vista
Geral – Os não-Xiitas –

Conforme apontamos nas pesquisas sobre a Profecia e o Imamato, de
acordo com a orientação geral, corrente em todos os tipos de seres
vivos, existe um determinado gênero humano, que foi preparado e
privilegiado com firmeza pela necessária prudência, ou seja, a força
da Revelação e da Profecia, que conduz à perfeição e à felicidade,
não fossem estas duas questões possíveis ao alcance do homem, em se
considerando a sua vida uma existência societária, caso contrário,
não haveria absolutamente razão de existirem.
Em outros termos, os seres humanos, desde que surgiram na face da
Terrá, sempre visavam uma vida social ligada com a felicidade,
vivendo pelo objetivo de chegar a esta etapa... e não fosse a
realização desses anelos, o homem se privaria de esperança... é o
mesmo que, quando existir o alimento não existiria fome... e se não
houvesse água, existiria sede... e se não houvesse sexo não haveria
procriação.
Por isso e por força dessas necessidades, o futuro da humanidade
trará um dia em que a paz pairará sobre o mundo e todos viverão com
amor, fraternidade e sinceridade na perfeição da humanidade.
A concretização disso está nas mãos do próprio homem, e o Líder-
Dirigente do mecanismo e, conforme a História, ele será "Al-Mahdi" –
Que Deus apresse o seu retorno!
Em todas as religiões diversificadas do mundo, tais como a
Idolatria, o Judaísmo, o Cristianismo, o Zoroastrianismo e o Islam,
anunciam a vinda de um Salvador para a humanidade, embora em cada
doutrina, ele tem características diferentes... e no caso do Islam,
o Profeta Mohammad (saws) afirmou:

- "Al-Mahdi é de minha descendência e será ele".

O Islã No Brasil


O Islam no Brasil tinha em 2000 aproximadamente 27.239 seguidores, segundo o censo daquele ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No censo, o IBGE  não isolava o Islam e colocou os muçulmanos na categoria de “outras religiões”, um grupo que oficialmente coberto quase 51.000 brasileiros.
No entanto, algumas instituições islâmicas no Brasilc já consideraram naquele então que  número de muçulmanos na verdade era muito mais elevado. A Federação Islâmica Brasileira argumenta que já há cerca de 1,5 milhões de muçulmanos no Brasil e estima-se que há 50 mesquitas e 80 centros islâmicos espalhados em todo o país.
Há referências à presença de muçulmanos no Brasil desde a expedição de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500, trazendo do marinheiros de origem árabe. Posteriormente, o tráfico de escravos trouxe um grande número de muçulmanos negros, capturados na África. Esses muçulmanos organizaram a primeira rebelião de libertação, mesmo  estando longe de suas origens e sem a possibilidade de  exercer plenamente sua religião, e apesar da severa repressão que ocorreu no século XIX.
Muitos de seus descendentes, entretanto, perderam a sua religião. No ano de 2005  entretanto, houve entre a população negra e um certo movimento de retorno ao Islam, um grupo de convertidos do grupo étnico em São Paulo estabeleceu um centro de oração com uma direção predominantemente negra e um  Sheikh de Moçambique.
Outro novo grupo de muçulmanos chegou ao Brasil de finais do século XIX e início do XX. A maioria deles eram imigrantes sírios e libaneses que se estabeleceram no país durante a Primeira Guerra Mundial, pouco antes da dissolução do Império Otomano. Esses imigrantes fundaram em 1927 na cidade de São Paulo, a Sociedade de Bem-Estar Palestina muçulmana. Em 1929, com a chegada de grandes grupos de sírios e libaneses, o nome da entidade foi alterado para Sociedade do Bem-Estar muçulmano.
Mais tarde, o Brasil continuou a receber um número significativo de refugiados palestinos, libaneses, sírios e iraquianos como resultado do conflito israelo-palestino, a guerra do Líbano de 1982 e do recente conflito no Iraque.
O número de brasileiros convertidos é relativamente pequeno no contexto da comunidade islâmica. No entanto, nos últimos anos o número de brasileiros que se converteram ao Islam cresceu 25%, devido principalmente ao trabalho de Dawa e a existência de informações confiáveis ​​sobre o Islam disponível na Internet. Outro fator que tem influenciado este fato é a publicação de traduções para o Português do Alcorão Sagrado, a última das quais data de 2005.
Em relação à distribuição geográfica, a maioria dos muçulmanos vivem nos estados brasileiros de São Paulo e Paraná, mas também existem comunidades significativas no Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, tem a maior comunidade muçulmana no Brasil, em proporção aos seus habitantes e vários centros, como a famosa Mesquita de Omar ibn Khattab. Isto é explicado pela chegada de muitos imigrantes árabes pela  fronteira entre o estado do Paraná e Paraguai, atraídos pela presença anterior de mesma origem e boas oportunidades de negócios e de emprego.
Em São Paulo, a maior cidade do país, existem cerca de 10 mesquitas, entre os quais se incluem a MesquitaBrasil, na Avenida do Estado (centro da cidade). Sua construção começou em 1929, que se tornou a primeira mesquita construída na América Latina. Há também templos e salas de oração, distribuídas em 10 Estados (Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) e o Distrito Federal .

sexta-feira, 4 de maio de 2012


Um contorno curto da vida de Rumi

Mawlana Jalaluddin RumiJalaleddin Rumi foi um dos grandes mestres espirituais e gênios poéticos da humanidade, e da ordem Mevlevi Sufi que foi fundada para seguir seus ensinamentos.Ele nasceu em 1207 em Balkh no  atual Afeganistão de uma família de teólogos eruditos. Escapando à invasão Mongol, ele e sua família viajaram extensivamente em terras muçulmanas, realizou a  peregrinação a Meca e visitou Medina, a viagem trouxe a família para Erzincan e depois Karaman, onde Rumi estudou por um curto período na Escola Halaveye. Em 1228, a convite do Sultão dos seljúcidas, Alaeddin Keykubad, que se estabeleceram em Konya, Anatólia, na atual Turquia, então parte do Império Seljuk. Aqui Jalaleddin casado vivia com sua esposa, Gevher Hatun, que lhe deu dois filhos. Ele é chamado de "Rumi", que significa "Anatolian" por causa de sua vida naquele lugar. Ele também ganhou o título Mevlana que significa "Nosso Mestre" através do trabalho de sua vida.
Túmulo de Rumi em Konya, Turquia.Quando seu pai Bahauddin Veled faleceu em 1231, Rumi sucedeu-o como professor de ciências religiosas na maior escola teológica em Konya.Com apenas 24 anos de idade, Rumi já era um estudioso realizado em ciências religiosas e positiva. Ele morreu no dia 17 de dezembro 1273 em Konya, onde passou a maior parte de sua vida adulta e compos todas as suas obras, e onde o seu túmulo se encontra hoje.

Sua vida religiosa

Embora Rumi já havia conseguido a posição de seu pai como professor, quando o grande estudioso e Burhaneddin Sufi al-Tirmidhi chegou em Konya, Rumi estudou com ele e dedicou-se ao seu serviço durante nove anos. Esta formação incidiu sobre o amor divino, a adoração, a austeridade ea abstinência, a piedade, a consciência de Deus, humildade e tolerância, que são os fundamentos do Sufismo. Rumi passava os dias na maior parte orando e servindo as pessoas que vieram visitar o centro deSufi, preparava a comida para eles, coletava  lenha para cozinhar e para  o aquecimento, e limpeza dos sanitários e banheiros usados ​​pelos visitantes. Assim, ele aprendeu o mérito de servir as pessoas e sabia que as pessoas que servem, em última análise é servir a Deus. Seguindo o conselho do Burhaneddin Rumi completou a sua formação acadêmica em Aleppo, dominando também as ciências clássicas do islamismo, incluindo jurisprudência (fiqh), comentário sobre o Alcorão (tafsir), tradição (hadith) ea epistemologia (usul). Havia, portanto, um número de figuras significativas no desenvolvimento espiritual de Rumi. Além de seu pai e Burhaneddin, ele conheceu muitos grandes filósofos e estudiosos da época, incluindo o famoso Ibn Arabi em Aleppo e Damasco, e outros em Konya, sob o patrocínio do Tribunal Seljuk. Ele adquiriu, assim, tanto às ciências interiores e exteriores em dezesseis anos.
O mais famoso e, provavelmente, a relação mais frutífera em seu desenvolvimento estava com Shems-i Tebriz, a quem ele conheceu em Konya por sugestão do Ruknuddin Zarqubi. Os historiadores modernos podem argumentar sobre quem influenciou quem, em sua longa associação, mas isso não é rentável. O que sabemos é que para um determinado período de tempo, dois espíritos hábeis e aguda vieram juntos, e por compartilhar as graças divinas e presentes que receberam de seu Senhor, que atingiram picos mais que não seria capaz de chegar facilmente por conta própria. Até hoje o lugar onde os dois se conheceram em Konya é conhecido como Marc'al Bahreyn, o ponto de encontro dos dois oceanos. Através da sua cooperação espiritual, que iluminou os de sua idade, e também influenciaram todos os séculos que se seguiram.
Após a saída de Shams, Rumi continuou a compor suas obras e desenvolver os princípios que seriam seguidos pela ordem constituída e nomeada em sua homenagem após sua morte. Ele começou a viver em isolamento e abstinência praticando ascetas em série de três períodos de quarenta dias, comendo pouco, falar pouco e dormindo pouco eram componentes essenciais desta disciplina.
Aqui é importante lembrar que apesar de Rumi foi informada por várias fontes de idéias, em sua jornada, ele parecia deixar muitos de seus contemporâneos para trás com seu amor e compaixão que fluía como as águas dos oceanos do mundo, tanto assim que, continuando a viver fisicamente entre os humanos, ele conseguiu tornar-se cada vez mais perto de Deus. Ele nunca elevou-se acima dos outros, mas seus escritos, tanto durante sua vida e após sua entrada na vida eterna, fornece uma estrela-guia que reflete a luz da vida espiritual do Profeta do Islã. Assim, ele está entre as poucas figuras que exerceram grande influência sobre grande parte da história e grandes regiões do mundo.

Túmulo de Rumi em Konya, Turquia.
Seu lugar na tradição islâmica

Rumi não era, e não é o único herói do amor. Ele foi e é um dos grandes representantes da escola de amor na tradição islâmica baseada na vida e as práticas do Profeta, que chamamos de Sufismo. Esta tradição, que inclui nomes como Hasan Basri, Ethem Ibrahim, e Bishr-i Khafi na Península Arábica no século II do Islã, cresceu rapidamente com Ahmed Yasawi e Emre Yunus na Ásia Central e Anatólia durante o governo de ambos os seljúcidas e os otomanos. Nos últimos tempos, esse entendimento do Islã tem sido representado pelos sufis e estudiosos como Mevlana Halid-i Bagdadi, Bediuzzaman Said Nursi, Muhammed Lutfi Efendi e recentemente Fethullah Gülen. Rumi foi um dos anéis importantes em que a cadeia de ouro da tradição islâmica, e foi profundamente afetado e beneficiou da riqueza e experiências desses sufis e estudiosos que o precederam, bem como influenciar as pessoas para virem busca-lo.

Sua compreensão Sufi

Amor de Rumi para Deus era um fogo, com um choro constante e saudade para os mistérios de Deus. Amor para outra coisa senão Deus não é amor real: "Onde quer que eu coloque minha cabeça, que é o meu local de culto. Não importa onde eu estou, que é onde Deus está. Vinhedos, rosas, rouxinóis, a Sema e amorosa. . .Eles são todos os símbolos, a razão é sempre Dele. " Deus é o Bem-Amado e Rumi lamenta sua separação de Deus, como o Ney chora a sua separação do canavial onde ele veio e anseia pelo retorno. Ele experimentou o amor e paixão, tanto através de seu ascetismo solitário e seus compromissos comunitários e disse: 'O caminho do Mensageiro de Deus é o caminho do Amor. Nós somos os filhos do Amor. O amor é nossa mãe. " Foi em sua solidão que ele se tornou mais aberta para a verdadeira união com Deus, e foi em sua separação de todas as coisas, exceto Deus, que ele tornou-se como uma bola de fogo. E enquanto um tal sentimento de queima seria difícil para muitos suportar, Rumi, considerado uma parte essencial da paixão, e não reclamar foi visto como uma tradição de lealdade. Para ele, aqueles que professam o amor de Deus deve necessariamente acompanhar a sua declaração de "eu te amo" com um senso de furioso queima-este é o preço deve-se disposta a pagar por estar perto de Deus ou em união com Ele: "Eu estava em carne viva , agora estou cozido e queimado. " Além disso, deve-se adotar um comportamento ascético, como alimentação moderada, beber, dormir, e uma consciência constante e direcionamento para Deus no discurso, e deve inevitavelmente experimentar espanto a generosidades de Deus. Rumi não consigo entender como um amante pode dormir de forma desmedida, já que leva longe o tempo partilhado com o Amado. Para ele, sono excessivo era ofensivo para o Bem-Amado. Como Deus instruiu Davi, dizendo: 'Ó David, aqueles que se entregam em dormir sem contemplar-me, enquanto eles alegam paixão para mim, são realmente mentindo ", assim também Rumi afirma," Quando a escuridão cai, os amantes se tornam intensas. Rumi continuamente receitou-lhe na palavra, e também mostrou que em suas ações.
  Suas obras literárias
Poesia de Rumi e os escritos em prosa têm um conteúdo espiritual que é a língua universal da alma humana.Eles falam da jornada espiritual de ascensão do homem através da mente e amor à perfeição. Suas obras foram gravadas, recolhidos e compilados durante a sua vida e após sua morte por seu filho, seus amigos e seus alunos, particularmente o seu bem-amado discípulo Husameddin Chelebi.

O Mathnawi

Logo após seus Shems amigo espiritual apareceu em sua vida, Rumi começou a sua obra maravilhosa, O Masnawi, composta de vinte e cinco mil versos. Escrito em versos e coletados em seis grandes volumes O Masnawi expressa amor ardente de Rumi, o espírito refinado, inteligência fina e misticismo através da forma de histórias interligadas.

Divan-i Kebir

Também conhecida como Divan-i-i Shems Tebriz (os poemas recolhidos de Shems de Tebriz), porque usou o nome de Rumi seu amigo como um pseudônimo, e composto de mais de 40 mil dísticos, este é um trabalho monumental de lirismo divino. O conjunto é estudado em profundidade em países muçulmanos e passagens selecionadas têm sido amplamente traduzidos e lidos em todo o mundo durante séculos.

Fihi ma Fihi

Fihi ma Fihi (It Is What It Is), escrito em prosa, é uma coleção de discursos e discussões espirituais dadas em reuniões com seus alunos. Novamente usando histórias e exemplos que abrange temas como a visão mística da vida e da morte, as fases de iniciação na vida mística, a relação entre o mestre eo iniciado, fé, amor, conduta, ética e adoração.

Sua importância de continuar

Rumi era um muçulmano devoto e sua doutrina de paz e tolerância apelou aos homens e mulheres de todas as seitas e credos, e continua a atrair seguidores de todas as partes do mundo muçulmano e não-muçulmanos.Como professora e um místico, sua doutrina defende a tolerância, o raciocínio, a bondade, caridade e consciência através do amor, olhando com o mesmo olho nos muçulmanos, judeus, cristãos e outros afins.
Reconhecida como talvez o maior poeta místico do Islã, ele se comunicava através de sua escrita algo que tem atraído os buscadores espirituais de quase todas as religiões no mundo, há centenas de anos. Embora no momento em que Rumi emergiu como um guia espiritual e professor, as terras e os povos do Oriente tinha sido flagelado e esgotado pelos ataques dos mongóis, o Estado Seljuk muito enfraquecido por incursões e invasões pelos Harzemshahs, que já havia defendeu terras muçulmanas contra os mongóis, e no caos da violência do Estado enfraquecido intermunicipal e inter-religioso e cisma estavam começando a surgir, Rumi foi capaz de produzir uma atmosfera de tolerância e de diálogo. Sua mensagem foi esclarecer a relação dos seres humanos de nosso Criador, e nossa relação com os outros e nossos semelhantes. Mesmo em sua época, Rumi foi procurado por comerciantes e os reis, os adoradores devotos e buscadores rebeldes, estudiosos famosos e camponeses comuns, homens e mulheres. Quando ele faleceu, em 1273, muçulmanos, cristãos, judeus, árabes, persas, turcos e romanos homenageou em seu funeral, e os homens de cinco religiões seguiu seu esquife. Naquela noite, foi nomeado Sheb-ul Arus (A Noite do União com o Divino).Desde então, os dervixes Mevlevi ter mantido essa data como um festival.
Embora Rumi foi conhecido e amado durante a sua vida pelos cristãos no seu ambiente imediato, o Ocidente só veio a conhecê-lo há muitos séculos mais tarde, em parte porque o grande poeta alemão, Goethe, um dos pais do movimento extremamente romântico, chegou a conhecer e ser influenciado por algumas das obras de Rumi, através das traduções do historiador austríaco, Josef von Hammer. Mesmo que a maioria dos estudiosos islâmicos argumentam que as traduções von Hammer eram, na maior parte inadequada, no entanto, o poder ea beleza do pensamento de Rumi, o misticismo eo amor brilhou. Por essa rota, Rumi tem sido um forte, embora influência, indiretos sobre a vida religiosa, cultural e até político na Europa e nos Estados Unidos, e fornece um verdadeiro ponto de unidade para o Oriente eo Ocidente. A verdade atual e grande potencial deste encontro cultural é melhor comprovado pelo fato de que Rumi foi o poeta best-seller nos Estados Unidos para os últimos treze anos.
Vida de Rumi e obras nos mostram que não é crença, fé e religião que causar conflito, ódio e violência, mas os pecados do ódio e da ganância e outros sintomas da ego desenfreado, e ele nos mostrou como a prática da verdadeira religião, a purificação do coração, é o remédio para isso.
Em nossos dias, sua vida e obra são uma lembrança de tudo o que o 'choque de civilizações "está longe de ser inevitável e eles nos mostram como obter renovação, esperança e reconciliação, ao invés de desespero, medo e inimizade com as nossas diferenças. Ele convida-nos a chamar constantemente a atenção para que todos somos um, de Deus viemos e para Deus voltaremos:
Vem, vem, vem novamente,
Quem quer que seja,
Venha novamente, mesmo que
Você pode ser um adorador pagão ou incêndio,
Nosso lar não é o limiar do desespero.
Venha novamente, mesmo se você pode ter
Violados seus votos de uma centena de vezes,
Vem de novo ...