segunda-feira, 22 de abril de 2013

Kalimatan - Lindo

Me sinto emocionado quando paro para ouvir esta recitação, uma paz imensa, um desejo grande em adorar o Criador, o projetista deste mundo tão belo que vivemos.


Código Da Vinci Quebrado?

A controvérsia do Código Da Vinci está em todo lugar! O livro de Dan Brown alega que Jesus não é divino ou Deus, e os evangelhos como os conhecemos foram mudados, e que depois da estada de Jesus aqui na terra, homens elevaram sua condição ao nível de Deus. Isso poderia ser verdade?

Segredos antigos da Igreja, ocultos por séculos foram de fato revelados e publicados em livros anteriores aos escritos ficcionais de Brown no “Código Da Vinci”. Baigent e Leigh produziram outros livros do ponto de vista do pesquisador ao longo das duas últimas décadas, incluindo “Dead Sea Scrolls Deception” (A Fraude dos Manuscritos do Mar Morto, em tradução livre), “Holy Blood, Holy Grail” (Sangue Sagrado, Santo Graal, em tradução livre), e “Messianic Legacy” (Legado Messiânico, em tradução livre). Esses livros foram motivo de assunto das comunidades religiosas quando saíram no início da década de 90, e certamente alimentaram um interesse contínuo sobre quem exatamente foi esse homem Jesus, qual foi sua mensagem e o que aconteceu com ele?

O Islã reivindica “quebrar o código”, há mais de 1.400 anos. A resposta, de acordo com os estudiosos muçulmanos, tem estado no Alcorão por mais de mil e quatrocentos anos.

Alguns podem se surpreender ao saberem que os muçulmanos acreditam no nascimento milagroso e outros milagres associados a Jesus. De fato o consideram como o “Messias” e até dizem “que a paz esteja sobre ele”, quando mencionam seu nome. Entretanto, são rápidos em negar qualquer conexão entre Deus e Jesus como parceria ou divindade, e excluem a noção de Deus ter qualquer filho (ou filha).

Aqui está como os estudiosos muçulmanos apresentam seu entendimento e “quebram o código”:

Como estudiosos muçulmanos “quebraram o código”
A própria Criação nos diz que existe um criador e desde o começo dos tempos – Allah, (o Único Deus em árabe) somente, deve ser adorado. Esse ensinamento é claro ao longo do Velho Testamento (Torá), as escrituras que o próprio Jesus afirmou como uma revelação de Deus. Deus não é um de três; por exemplo: ‘Ele é Deus; não existe outro ao lado Dele’. (Deuteronômio 4:35) O mesmo é mencionado no livro de Marcos no Novo Testamento, capítulo 12 verso 29, quando Jesus, que a paz esteja sobre ele, foi perguntado sobre o maior dos mandamentos. Ele respondeu:

“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.”

De acordo com as cópias mais antigas e autênticas de manuscritos e pergaminhos disponíveis ao longo dos séculos, Jesus, que a paz esteja sobre ele, nunca clamou ser Deus, ou o criador, ou Aquele para quem se ora, nem ele disse a seus seguidores para reverenciá-lo como Deus. Essas noções aparecem nos lábios de outros que surgiram décadas e até séculos depois.

Enquanto Jesus esteve na terra ele não reivindicou ser o criador ou nos pediu para reverenciá-lo como Deus. Seu nascimento milagroso é um sinal de sua missão profética:

“O exemplo de Jesus, ante Deus, é idêntico ao de Adão, que Ele criou do pó, então lhe disse: Seja! e foi.” (Alcorão 3:59)

Como todos os grandes e nobres profetas de Deus como Adão, Abraão, Moisés, Isaque e Davi, Jesus veio com uma mensagem: Adorar, amar, obedecer e se submeter ao único verdadeiro Deus, o criador de tudo e não adorar nada ao lado d´Ele.

Ao longo da história as pessoas adoraram coisas ou pessoas junto com Deus, ou apenas adoraram outra coisa como poder, status ou dinheiro. Até os nomes de religiões parecem ter mais a ver com a criação e menos ou nada com o Criador. Por exemplo: Budismo – Buda (o nome de um homem), Confucionismo – Confúcio (o nome de um homem), Hinduísmo – Hind (o nome de uma área), Judaísmo – Judá (o nome de uma tribo) e Cristianismo – Cristo (o nome de um grande profeta).

O Islã é diferente. Islã é uma palavra derivada do verbo aslama, e carrega o significado de “rendição”, “submissão”, “obediência”, “sinceridade” e “paz” entre alguém e Deus Todo-Poderoso, e não qualquer humano ou qualquer coisa dentro da criação. Qualquer um que pratique o Islã se submete e adora Allah somente, sem quaisquer parceiros de qualquer tipo.

O Alcorão declara:

“Deus disse: Não adoteis dois deuses - posto que somos um Único Deus! - Temei, pois, a Mim somente! Seu é tudo quanto existe nos céus e na terra. Somente a Ele devemos obediência permanente. Temeríeis, acaso, alguém além de Deus?” (Alcorão 16:51-52)

Não é hora de se unir a Jesus, o filho de Maria, junto com todos os outros profetas e Deus e praticar a “Submissão à Vontade de Deus” (Islam)?

Ou colocando de forma simples: “Adore o Criador – e não Suas Criações!”

Visão dos Muçulmanos Sobre Jesus

Para nós, muçulmanos, Jesus (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele) foi um dos grandes mensageiros enviados por Deus para orientar o seu povo, convocando para a adoração de um Deus Único, sem parceiros, o Criador de tudo e de todos.

A forma pela qual os cristãos hoje entendem a Unicidade de Deus é diferente da forma pela qual nós a compreendemos. Logo, não acreditamos no conceito da trindade, onde Deus existiria como três pessoas separadas e distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que são unidas em uma mesma substância ou ser.

Em nossa concepção, Jesus
(Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele) não possui nenhuma divindade, ou seja, não é considerado Deus nem filho de Deus, consideramos o seu nascimento um grande milagre, além de ser um sinal do poder de Deus.

Não compartilhamos também da idéia que Jesus foi crucificado a fim de expiar o pecado dos homens, pois dentro da nossa visão o ser humano é responsável somente pelos seus atos. Em outras palavras, nós não carregamos o pecado de ninguém, nem de nossos pais, avós, Adão ou Eva. Para nós, toda criança nasce pura, sem pecado algum, tornando-se responsável pelos seus atos a partir da puberdade, não havendo a necessidade do batismo para expiar o pecado original.

Na nossa visão, Deus é Absoluto, perfeito, de uma natureza e dimensão completamente distinta das dos seres humanos e de todos os outros seres por Ele criados, não cabendo a Ele nenhum tipo de limitação ou fraqueza, comum nas demais criaturas por Ele criadas. Diz Deus, o Altíssimo, no Alcorão:

“O messias, filho de Maria, não é mais do que um mensageiro, do nível dos mensageiros que o precederam; e sua mãe era sinceríssima. Ambos se sustentavam de alimentos terrenos como todos. Observa como elucidamos os versículos”
(Alcorão: 5:75)

Deus procura mostrar através desse simples exemplo que ambos tinham necessidades e se alimentavam, e todo ser humano após se alimentar precisa eliminar os resíduos dessa alimentação. Portanto, dentro do nosso ponto de vista, nunca imaginaríamos Deus, o Altíssimo, tendo que eliminar tais resíduos da forma que fazemos. Isso para nós não é compatível com a grandeza e perfeição de Deus.

Outro ponto que não compartilhamos é da idéia de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Para nós, como diz Deus, o Altíssimo, no Alcorão: “Nada se assemelha a Ele, e é o Oniouvinte, o Onividente”
(Alcorão: 42:11)

Deus revelou para Jesus
(Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele) o Evangelho, para que servisse de guia para seu povo. Acreditamos que o Evangelho que temos em nossas mãos hoje não é o original que havia sido revelado para Jesus (Que a bênção e a paz de Deus estejam sobre ele). Com o passar do tempo ele acabou sendo alterado, e as palavras dos homens se misturaram com as palavras de Deus.

Deus permitiu que Jesus realizasse inúmeros milagres, como curar o cego de nascença, ressuscitar os mortos, falar ainda bebê a fim de inocentar sua mãe da acusação de adultério, dentre outros mais.

Este é Jesus, filho de Maria, na visão do Islam: um grande homem e um grande mensageiro.