sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Profeta Mohammad (S.A.A.S)


O Profeta Mohammad (S.A.A.S) era filho de Abdullah, filho de Abdul Muttaleb, da tribo de coraich. Nasceu em Mecca no ano 570 D.C. Seu pai faleceu antes de seu nascimento e quando atingiu seis anos de idade sua mãe Amina, também faleceu, deixando-o sob a tutela de seu avô Abdul Muttaleb. Quando seu avô morreu já havia sido recomendado que sua educação e cuidados estariam sob a responsabilidade de seu tio Abu Taleb.

Desde sua infância o Profeta Mohammad (S.A.A.S) era de caráter puro, sempre afastado dos maus costumes. Se distinguia dos demais pela nobreza de seu caráter, de sua lealdade, coragem e auxílio aos mais fracos e necessitados. Enfim o Profeta Mohammad (S.A.A.S) era o Preferível e o mais completo de todos, chegando a ser cognominado de " O Honesto " e as pessoas guardavam em confiança seus pertences valiosos e quando ocorriam divergências entre si, chamavam-no para arbitrar entre eles devido à sua sensatez, equitatividade, seriedade e fé em Deus Supremo.

Por causa da intensa devoção por Deus e pela sua meditação sobre a criação dos céus e da terra, se retirava para a gruta de Hirá, nas imediações de Meca e que se localizava numa de suas montanhas, longe de tudo, onde se entregava à adoração de seu Criador.

Quando o Profeta Mohammad (S.A.A.S) atingiu a idade de quarenta anos, desceu sobre ele a primeira revelação de Deus, por intermédio do anjo Gabriel, enquanto orava na gruta de Hirá.

Sua missão no início restringia-se à sua própria casa e família. Posteriormente passou a convocar a sua sociedade à adesão para o Islam. Chamou os da tribo de Coraich e o povo em geral. Explodindo com isso a notícia sobre o Islam e seu Profeta Mohammad.

A linha do Islam tornou-se uma forte corrente, temida pelos incrédulos e idólatras que passaram a perseguir os muçulmanos, a torturá-los e boicotá-los. Apesar de tanto sofrimento, permaneceram firmes na crença de Deus Único. O Profeta Mohammad (S.A.A.S) recebeu a revelação ao longo de vinte e três anos, formando assim o Alcorão Sagrado.
Alguns ditos do Profeta Mohammad (S.A.A.S):

Recitai o Alcorão, porque o Alcorão intercede por vós no dia do Juízo final.

Afastai-vos da inveja, porque a inveja destrói as boas ações, como o fogo consome a lenha.

Quando um ser humano falece, acaba a sua jornada, exceto em três casos: 1- Uma caridade cujos benefícios não cessaram 2- Trabalhos no campo do saber, que produzam utilidades às pessoas. 3- Ter criado filhos bons, que rezem por ele constantemente.

A busca do saber é obrigatória para todo muçulmano e muçulmana.

Afastai-vos das bebidas alcoólicas, porque são a chave de todos os males e desgraças.

Não entrareis no paraíso se não pela fé, e não tereis fé se não amardes uns aos outros.

Afasta-te de tudo que Deus proibiu e serás o mais piedoso dos homens. Resigna-te ao que Deus destinou a ti, e serás o mais rico dos homens.

Fazei o bem a teus vizinhos, e serás verdadeiro crente. Deseja para o teu semelhante o que deseja para ti mesmo, e serás autêntico muçulmano.

O momento em que o muçulmano está mais próximo de Deus, é quando ele estiver prostrado em oração.

Cronologia: Datas e locais importantes na vida do Profeta Mohammad (S.A.A.S.)


569 Morte do pai, `Abdullah.
570 Nascimento: Meca.
570 Fracasso do ataque abissínio sobre Meca.
576 Morte da mãe.
578 Morte do avô.
583 Viagens à Síria.
595 Conhece e casa com Khadija.
610 Início da revelação do Alcorão Sagrado: Meca.
610 Apresenta-se como Profeta: Meca.
613 Começa a pregar publicamente a sua mensagem: Meca.
614 Começa a reunir seguidores: Meca.
615 Emigração de muçulmanos para a Abissínia.
616 O clã de Banu Hashim inicia boicote econômico.
618 Guerra civil medinense: Medina.
619 Termina o boicote dos Banu Hashim.
620 Isra e Miraj.
622 Emigra para Medina (Hijra).
624 Batalha de Badr.
625 Batalha de Uhud.
628 Batalha da Trincheira.
628 Tratado de Hudaybiyya.
628 Conquista acesso ao santuário da Kaaba.
628 Conquista do oásis de Khaybar.
629 Primeira peregrinação.
630 Entra em Meca, conquistando-a pacificamente.
630 Batalha de Hunayn.
630 Cerco de al-Taif.
630 Estabelece uma teocracia: Meca.
631 Ganha os corações de quase toda a Arábia.
632 Peregrinação de despedida.
632 Falecimento: Medina.

Personalidades: Sala al-Din Yusuf ibn Ayyub, o Saladino


Sultão do Egito, Síria, Iêmen e Palestina nascido em Takrit, Mesopotâmia, que expulsou os cruzados de Jerusalém e que aparece nos anais muçulmanos como um dos gênios militares da história e famoso no Ocidente pelo cavalheirismo que revelava nas batalhas. Passou a infância na Síria, onde estudou religião e iniciou a carreira militar ao participar de expedições em apoio ao Egito, contra os cristãos francos. Nomeado comandante das tropas sírias e vizir do Egito (1169), fortaleceu seu poder ao abolir o califado fatímida (1171). Trabalhou pela unificação dos territórios muçulmanos da Síria, norte da Mesopotâmia, Palestina e Egito (1174-1186), no que foi bem-sucedido graças a uma grande habilidade diplomática, apoiada quando necessário pela força militar. Era inabalável sua devoção à causa da jihad, uma guerra santa, equivalente ao ideal dos cruzados, e aos poucos firmou sua reputação de líder generoso e virtuoso, embora firme. Destruiu o exército cruzado em Hattin (1187), no norte da Palestina, e logo a seguir, conquistou a cidade santa de Jerusalém, que há 88 anos estava em poder dos francos. Contrastando com a conquista cristã anterior, em que houve verdadeira chacina contra seus habitantes, a vitória muçulmana foi marcada pelo comportamento civilizado e cortês. A tomada de Jerusalém provocou comoção na Europa, provocando a criação da terceira cruzada e, assim, três reis europeus desembarcaram na pequena faixa de terra do reino de Jerusalém que restara sob domínio cristão. As proporções dessa mobilização cristã e seu posterior fracasso contra o inimigo já conhecido por seu cavalheirismo só fizeram aumentar o prestígio mítico do sultão, inclusive no Ocidente. Quando Ricardo Coração de Leão partiu de volta para a Europa (1192), a guerra terminara. Porém na volta à capital, o reverenciado sultão estava com a saúde abalada pelas duras campanhas e morreu em Damasco. Sua dinastia, a aiúbida, de grande tradição em engenharia militar, resistiria até quando os mamelucos tomaram ao poder (1250).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Personalidades: Judeu Universal de Henry Ford

e
A transcrição a seguir tem um valor todo especial, tanto pela época a que se refere, fim da I Guerra
Mundial na Alemanha, como por tratar-se do norte-americano Henry Ford, industrial, criador e
fundador das indústrias automobilísticas Ford, autor do livro “O Judeu Internacional”, escrito em
1920, editado pela Livraria do Globo, além de ter sido editado em vários idiomas pelo mundo.
Importante também por ter sido escrito 13 anos antes da subida ao poder do nazismo. Além de “O
Judeu Internacional”, Ford escreveu também “Minha vida e minha obra” e outros. “Após a
publicação do livro, os judeus ficaram profundamente indignados, porque o adversário era sério. E
encetaram contra ele uma violenta campanha que durou vários anos e só terminou em 1927.
Angustiado por graves embaraços financeiros, processado pelos judeus perante os tribunais
norte-americanos, vítima de um acidente automobilístico que se diz muito misterioso, Ford escreveu
às organizações judaicas uma carta em que desmentia tudo o quanto publicara em relação aos
judeus. Estes, depois de o deixarem algum tempo na incerteza, aceitaram a retratação” (pg. 5 do
livro). Vejamos as páginas 25 a 30:
1. “A humanidade, em constante progresso, trata abertamente de combater enfermidades sobre as
quais antes achava necessário estender o manto da vergonha e do silêncio. A higiene política ainda
não progrediu até este ponto. A causa fundamental da enfermidade do corpo nacional alemão tem
suas raízes na excessiva influência judaica. Se tal era já há muitos anos a convicção de algumas
inteligências preclaras, é tempo de que também as massas, menos inteligentes, comecem a vê-lo. O
que é certo é que toda a vida política alemã gira ao redor desta idéia, e já não é possível ocultar este
fato por mais tempo. Segundo a opinião de todas as classes sociais, tanto a derrota depois do
armstício, como a revolução e as suas conseqüências, sob as quais sucumbe o povo, são obra da
astúcia e de um plano premeditado dos judeus (Note-se que Ford não diferencia sionistas e
judeus, preferindo chamá-los todos judeus). Isso é asseverado com toda a precisão,
aduzindo-se a inumeráveis provas verdadeiras; e supõe-se que a seu tempo a História se
encarregará de completar a documentação”.

2. “Na Alemanha, o judeu é considerado apenas um hóspede que, abusando da tolerância, caiu num
excesso com sua inclinação para o domínio”. (Compare com a declaração do judeu Joseph
Mendel ao repórter Alexandre Konder)

3. “Efetivamente, não há no mundo maior contraste do que o existente entre a raça puramente
germânica e a hebréia. Por isso não há nem pode haver aliança entre as mesmas. O alemão vê no
judeu apenas um hóspede. O judeu, em troca, indignado por não lhe concederem todas as
prerrogativas do indígena, nutre injusto ódio contra o povo que o hospeda. Em outros países pode o
judeu mesclar-se mais livremente com o povo indígena e aumentar seu predomínio com menos
entraves, mas não assim na Alemanha. Por isso o judeu odeia o povo alemão, e precisamente por
esta mesma razão os povos em que a influência judaica predominava em maior grau, demonstraram
durante a deplorável Guerra Mundial o ódio mais exacerbado contra a Alemanha. Judeus eram os
que predominavam quase exclusivamente NO ENORME APARELHO INFORMATIVO
MUNDIAL, com que se fabricou a “opinião pública” no que toca à Alemanha. Os únicos
gananciosos da Grande Guerra foram de fato os judeus”.

4. “Dizê-lo, naturalmente, não basta, é preciso comprová-lo. Examinemos pois os fatos. Que
aconteceu assim que a Alemanha passou do antigo ao novo regime? No gabinete dos seis, que
usurpou o posto do Governo Imperial, predominava em absoluto a influência dos judeus Haase e
Landsberg. Haase dirigia os negócios exteriores, auxiliado pelo judeu Kautsky, um boêmio que em
1918 nem sequer possía a cidadania alemã. O judeu Shiffer ocupou o ministério da Fazenda, com o
hebreu Bernstein como subsecretário. No Ministério do Interior mandava o judeu Preuss, auxiliado
por seu amigo e compatriota Freund. O judeu Fritz Max Cohen, ex-correspondente em
Copenhagen do diário pan-judeu “Frankfurter Zeitung”, ascendeu a chefe onipotente do Serviço
Oficial de Informações”.

5. “Esta constelação teve no governo prussiano uma segunda parte. Os judeus Hirsch e Rosenfeld
presidiram o gabinete, encarregando-se este do ministério da Justiça, enquanto aquele ocupava a
pasta do Interior. O hebreu Simon foi nomeado Secretário de Estado no ministério da Fazenda. Foi
nomeado diretor do ensino o judeu russo Futran, em colaboração com o judeu Arndt. Ao posto de
diretor do Departamente das Colônias ascendeu o hebreu Meyer-Gerhard ao passo que o judeu
Kastenberg empregava sua atividade como diretor do departamento de Ciências e Artes. O cargo
de secretário de Alimentação foi posto nas mãos do judeu Wurm, que cooperava no Ministério do
Fomento com os judeus Dr. Hirsch e Dr. Stadthagen. O hebreu Cohen foi o presidente do
Conselho de Operários e Soldados, nova instituição em que desempenhavam altos cargos os judeus
Stern, Herz, Loewenberg, Frankel, Israelowitz, Laubenheim, Selingsohn, Katzenstein, Lauffenberg,
Heiman, Schlesinger, Merz e Weyl”.

6. “O judeu Ernst foi nomeado chefe de polícia de Berlim, no mesmo posto em que em
Frankfurt-am-Mein apareceu o hebreu Sinzheimer, e, em Essen, o judeu Lewy. Em Munique, o
judeu Eisner nomeou-se a si mesmo Presidente do Estado da Baviera, nomeando seu ministro da
Fazenda o judeu Jaffe. Indústria, Comércio e Tráfico na Baviera ficaram sob as ordens do judeu
Brentano. Os judeus Talheimer e Heiman ocuparam cargos elevados nos ministérios de
Württenberg, enquanto o judeu Fulda governava em Essen”.

7. “Judeus eram dois plenipotenciários alemães, ao mesmo tempo em que um terceiro não passava
de conhecido instrumento incondicional do judaísmo, na conferência de paz (Versailles). Além disso,
populavam na delegação alemã judeus peritos, tais como Max Warburg, Dr. von Strauss, Merton,
Oscar Oppenheimer, Dr. Jaffe, Deutsch, Brentano, Pernstein, Struck, Rathenau, Wassermann e
Mendelssohn-Bartholdy”.

8. “A proporção de judeus nas delegações de outros governos nesta conferência pode ser
facilmente verificada, pela leitura das crônicas de jornalistas não-judeus. Parece que este fato só
chamou a atenção destes, enquanto os correspondentes judeus preferiram calar-se, certamente por
prudência.”

9. “Nunca a influência judaica se manifestara na Alemanha tão acentuadamente quanto na guerra.
Surgiu com a certeza audaz de um canhonaço, como se tudo já houvesse sido preparado de
antemão. Os judeus alemães não foram patriotas alemães durante a guerra. Se bem que este fato, na
opinião das nações inimigas da Alemanha, não seja precisamente uma falta, permite, contudo,
apreciar no seu justo valor os protestos clamorosos dos israelitas de lealdade absoluta para com os
países em que vivem casualmente. Escudados em razões que veremos mais adiante, afirmam certos
pensadores alemães que é de todo ponto impossível que um judeu seja jamais patriota”.

10. Segundo geral opinião, nenhum dos hebreus acima citados jamais teriam alcançado aqueles
postos, sem a revolução. E, por outro lado, a revolução não teria estalado sem que eles mesmos a
houvessem preparado. Certamente, também, na Alemanha não faltaram deficiências, mas o próprio
povo teria podido retificá-las, e com certeza o faria. Neste caso, precisamente, as causas dessas
deficiências que arruinavam a moral pública e impossibilitavam toda a reforma, achavam-se sobre
influência judaica”.

11. “Já durante o segundo ano de guerra, judeus alemães declaravam que a derrota era
indispensável para a libertação do proletariado. O socialista Stroebel disse: “Declaro francamente
que a plena vitória da Alemanha não seria favorável aos interesses da social-democracia”.
Afirmava-se por toda a parte que a elevação do proletariado seria quase impossível na Alemanha
vencedora. Estes breves exemplos, escolhidos entre muitíssimos que poderíamos aduzir, não tem
por objeto tornar a examinar toda a questão da guerra; destinam-se unicamente a demonstrar que
muitos judeus dos chamados alemães esqueceram seus deveres para com o país cuja cidadania
ostentavam, unindo-se a todos os demais judeus inimigos, com o objetivo de preparar a catástrofe
da Alemanha. Esse objetivo, como mais adiante se verá, não foi nem de leve livrar a Alemanha do
militarismo, mas afundar todo o povo alemão em um estado caótico que lhes permitisse se
apoderarem do poder, como realmente fizeram”.

12. “A imprensa alemã, timidamente a princípio, depois “em toda a luz” fazia suas essas tendências
dos porta-vozes judeus. O Berliner Tageblatt e a Münchener Neueste Nachrichten foram durante a
guerra órgãos oficiosos ou semi-oficiosos do governo alemão. O primeiro destes jornais defende os
interesses judaicos na Alemanha, e o segundo se mostra completamente sujeito à influência do
judaísmo organizado. Genuinamente judaica também é a Frankfurter Zeitung, da qual dependem
inúmeras folhas, de maior ou menor importância. Todos estes jornais não são mais do que edições
alemães da Imprensa Mundial judia anti-alemã, todos com a mesma tendência, absolutamente. Esta
íntima cooperação da imprensa de todas as nações, que se chama IMPRENSA UNIVERSAL,
devia ser examinada muito escrupulosamente deste ponto de vista, para demonstrar à humanidade
inteira estes segredos - como e para que fim oculto se prepara diariamente a formação da opinião
pública”. (!!!)

13. “No momento em que estalou a guerra passaram todos os víveres e petrechos de guerra às
mãos judaicas, e desde esse momento começou a aparecer tal falta de probidade que minou a
confiança dos combatentes. Do mesmo modo que os demais povos patrióticos, soube também o
alemão que toda a guerra significa sacrifícios e sofrimentos, e mostrou-se desde o primeiro dia
disposto a suportá-los. Agora, porém, compreenderam os alemães que foram explorados por uma
horda de judeus, que havia preparado tudo para tirar enormes proveitos da miséria geral do povo
teutônico. Onde quer que se pudesse especular com as necessidades do povo, ou que se
apresentasse ocasião de obter lucros intermediários, seja em bancos, sociedades de guerra,
empréstimos públicos, ou em Ministérios que formulavam os gigantescos pedidos de apetrechos
bélicos, lá apareciam os judeus. Artigos de consumo geral, que havia em abundância,
desapareceram de repente, para tornar a aparecer mais tarde, oferecidos com fabuloso aumento de
preço. As sociedades de guerra foram domínios judaicos. Quem tinha dinheiro pode comprar tudo,
até os cartões de distribuição, com os quais o governo se esforçou em trabalho sobre-humano para
repartir os víveres eqüativamente entre toda a população. Os judeus triplicavam os preços dos
artigos que adquiriam à sombra da distribuição oficial, canalizando assim para seus bolsos
abundante inundação de ouro. Por causa destes sortimentos ocultos, de que dispunham os judeus,
falharam os cálculos e censos do governo. Inquietou-se a moral pública diante desse fenômeno.
Instauraram-se demandas, iniciaram-se processos, mas quando chega a hora de dar a sentença,
tanto os juízes quanto os acusados sendo judeus, terminava tudo tudo por uma desistência quase
geral. Quando, porém, o acusado era alemão, impunham-lhe multas, que deveriam ter sido também
pagas pelos outros”.

14. “Estudando o país deste ponto de vista, esquadrinhando a Alemanha por todos os cantos,
escutando a voz e a opinião populares, ouviremos sempre e de todos os lados, que este abuso de
poder durante a guerra ficou gravado na alma alemã como se fora impresso com ferro candente”.

15. “É preciso, pois, tanto na América quanto na Rússia, diferenciar claramente entre os métodos
dos judeus ricos e dos pobres; ocupam-se uns de subjugar os governos, e os outros de ganhar as
massas populares, porém ambos tendem a um mesmo e idêntico fim”. (Refere-se à dominação
mundial)

16. “A interpretação geral dos alemães e russos pode ser resumida francamente nestes termos: É o
judaísmo a potência mais bem organizada do mundo, com métodos mais rígidos ainda que os do
Império Britânico. Forma um Estado, cujos súditos lhe obedecem incondicionalmente, onde quer
que vivam, sejam pobres ou ricos, e este Estado, existente dentro dos demais Estados, chama-se na
Alemanha “Pan-Judéia” (All-Juda). Os meios de dominação deste Estado pan-judaico são
capitalismo e imprensa, isto é, dinheiro e difusão ou propaganda.

17. “Entre todos os Estados do mundo o único que exerce realmente um poder universal é a
Pan-Judéia - todos os demais podem e querem exercer somente um domínio nacional”.

18. “O principal propulsor do pan-judaísmo é o seu domínio da Imprensa. As produções técnicas,
científicas e literárias do judaísmo moderno, são exclusivamente de índole jornalística, e tem por
base a admirável faculdade do judeu de assimilar as idéias alheias. Capital e Jornalismo reúnem-se
no produto IMPRENSA, que constitui o verdadeiro instrumento dominador do judeu”.

Como os leitores terão notado, não existe mais o gigantesco Império Britânico, que desabou após a
II Guerra Mundial, nem a Pan-Judéia na Alemanha, pois existe Israel, e o Conselho Mundial
Judaico, com sede em Nova York. Esta citação também tem um valor especial, por tratar-se da
opinião de uma pessoa conhecida mundialmente, ser cidadão de um país que combateu a Alemanha
e também demonstra quem já manobrava a cabeça dos leitores até 1920, época do livro.

Montefiore - 1840

Sir Moses Haim Montefiore, conhecido como Barão de Montefiore, filantropo judeu britânico e que
dedicou grande parte de sua vida e de sua fortuna à melhora da vida dos judeus, especialmente na
Grã-Bretanha, escreveu em 1840: “Perdeis o tempo a tagarelar. Enquanto não se achar em nossas
mãos a imprensa do mundo inteiro, tudo o que fizerdes será infrutífero. É preciso que dominemos a
imprensa universal, ou ao menos influamos nela, se quisermos iludir e escravizar os povos”. (pg. 78
do livro de Henry Ford)

O Horror Da Crucificação


Crucificação ou crucifixão foi um método de execução cruel utilizado na Antiguidade e comum tanto em Roma quanto em Cartago. Abolido no século IV, por Constantino, consistia em torturar o condenado e obrigá-lo a levar até o local do suplício a barra horizontal da cruz, onde já se encontrava a parte vertical cravada no chão. De braços abertos, o condenado era pregado na madeira pelos pulsos e pelos pés e morria, depois de horas de exaustão, por asfixia e parada cardíaca (a cabeça pendida sobre o peito dificultava sobremodo a respiração).[1]
Crê-se que foi criado na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos itálicos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo de crucificação era olhado com profundo horror. O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. No azorrague os soldados fixavam os pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite.O flagelo era cometido ao réu estando este preso a uma coluna.
No ato de crucificação a vítima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, amarrada ou, raramente, presa a ela por pregos perfurantes nos punhos e pés. O peso das pernas sobrecarregava a musculatura abdominal que, cansada, tornava-se incapaz de manter a respiração, levando à morte por asfixia. Para abreviar a morte os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação, acelerando o processo que levava à morte. Mas era mais comum a colocação de "bancos" no crucifixo, que foi erroneamente interpretado como um pedestal. Essa prática fazia com que a vítima vivesse por mais tempo. Nos momentos que precedem a morte, falar ou gritar exigia um enorme esforço.

Jesus Realmente Morreu Crucificado?


A idéia de Jesus morrendo na cruz é fundamental à crença cristã. Representa a convicção de que Jesus morreu pelos pecados da humanidade. A crucificação de Jesus é uma doutrina vital no Cristianismo; entretanto, os muçulmanos a rejeitam completamente. Antes de descrever o que os muçulmanos acreditam sobre a crucificação de Jesus, pode ser útil entender a reação islâmica à noção de pecado original.

Quando Adão e Eva comeram da árvore proibida no paraíso, não foram tentados por uma serpente. Foi Satanás quem os enganou e persuadiu e, sendo assim, eles exerceram seu livre arbítrio e cometeram um erro de julgamento. Eva não carrega sozinha o fardo do erro. Juntos, Adão e Eva perceberam sua desobediência, sentiram remorso e imploraram pelo perdão de Deus. Deus, em Sua infinita misericórdia e sabedoria, os perdoou. O Islã não tem o conceito de pecado original; cada pessoa é responsável por suas próprias ações.

“E nenhum pecador arcará com culpa alheia;” (Alcorão 35:18)

Não é necessário Deus, um filho de Deus, ou até mesmo um Profeta de Deus se sacrificar pelos pecados da humanidade para comprar o perdão. O Islã recusa totalmente essa opinião. A fundação do Islã reside em saber com certeza que não devemos adorar nada, exceto Deus. O perdão emana do Verdadeiro Deus Único; então, quando uma pessoa busca perdão, deve se voltar para Deus de forma submissa, com remorso verdadeiro, e implorar perdão, prometendo não repetir o pecado. Então, e somente então, os pecados serão perdoados.

À luz do entendimento islâmico do pecado original e perdão, podemos ver que o Islã ensina que Jesus não veio para expiar os pecados da humanidade; ao contrário, seu propósito era reafirmar a mensagem dos Profetas antes dele.

“.. Ninguém tem o direito de ser adorado exceto Deus, o Único e Verdadeiro Deus...” (Alcorão 3: 62)

Os muçulmanos não acreditam na crucificação de Jesus, nem acreditam que ele morreu.

A Crucificação

A mensagem de Jesus foi rejeitada pela maioria dos israelitas e também pelas autoridades romanas. Aqueles que acreditaram formaram um pequeno grupo de seguidores ao seu redor, conhecidos como os discípulos. Os israelitas tramaram e conspiraram contra Jesus e formularam um plano para que fosse assassinado. Era para ser executado em público, de uma forma particularmente horrível, conhecida no Império Romano: crucificação.

A crucificação era considerada uma forma vergonhosa de morrer e os “cidadãos” do Império Romano estavam isentos dessa punição. Foi designada não apenas para prolongar a agonia da morte, mas para mutilar o corpo. Os israelitas planejaram essa morte humilhante para seu Messias – Jesus, o mensageiro de Deus. Deus em Sua infinita misericórdia impediu esse evento abominável ao colocar a semelhança de Jesus em outra pessoa e ascender Jesus vivo, em corpo e alma, para os céus. O Alcorão é silencioso sobre os detalhes exatos de quem era essa pessoa, mas sabemos e acreditamos com certeza que não era o Profeta Jesus.

Os muçulmanos acreditam que o Alcorão e as narrações autênticas do Profeta Muhammad contêm todo o conhecimento que a humanidade precisa para adorar e viver de acordo com os mandamentos de Deus. Sendo assim, se pequenos detalhes não são explicados, é porque Deus em Sua infinita sabedoria julgou que esses detalhes não são benéficos para nós. O Alcorão explica, nas palavras do próprio Deus, a conspiração contra Jesus e Seu plano para lograr os israelitas e ascender Jesus aos céus.

“Porém, (os judeus) conspiraram (contra Jesus); e Deus, por Sua parte, planejou também. E Deus é o melhor dos planejadores.” (Alcorão 3:54)

“E por dizerem: ‘Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Deus.’ Embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, senão que isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam, quanto a isso, estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, abstraindo-se tão-somente em conjecturas; Porém, o fato é que não o mataram. Outrossim, Deus fê-lo ascender até Ele. Porque é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 4:157-158)
Jesus Não Morreu

Os israelitas e as autoridades romanas não foram capazes de ferir Jesus. Deus diz claramente que elevou Jesus até Ele e o livrou das afirmações falsas feitas em nome de Jesus.

“Ó Jesus! Por certo que porei termo à tua estada na terra; ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos...” (Alcorão 3:55)

No versículo anterior, quando Deus disse que “elevaria” Jesus, usou a palavra mutawaffeeka. Sem um entendimento claro da riqueza da língua árabe, e conhecimento dos níveis de significados em muitas palavras, é possível entender mal o que Deus disse. Na língua árabe de hoje a palavra mutawaffeeka é às vezes usada para denotar morte, ou até sono. Nesse versículo do Alcorão, entretanto, o significado original é usado e a abrangência da palavra denota que Deus elevou Jesus até Ele, completamente. Portanto, ele estava vivo em sua ascensão, em corpo e alma, sem qualquer injúria ou defeito.

Os muçulmanos acreditam que Jesus não está morto, e que voltará para esse mundo nos últimos dias antes do Dia do Juízo. O Profeta Muhammad disse a seus companheiros:

“Como estarão quando o filho de Maria, Jesus, descer entre vocês e julgar pela Lei do Alcorão e não pela lei do Evangelho?” (Saheeh Al-Bukhari)

Deus nos lembra no Alcorão que o Dia do Juízo é um Dia que não podemos evitar, e nos alerta que a descida de Jesus é um sinal de sua proximidade.

“E (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.” (Alcorão 43:61)

Conseqüentemente, a crença islâmica sobre a crucificação de Jesus e sua morte é clara. Houve uma conspiração para crucificar Jesus, mas não foi bem sucedida; Jesus não morreu, mas ascendeu aos céus. Nos últimos dias que precederem o Dia do Juízo, Jesus retornará a esse mundo e continuará sua mensagem.

Jesus o Profeta do Islam


Os cristãos geralmente falam sobre desenvolver uma relação com Cristo e aceitá-lo em suas vidas. Afirmam que Jesus é muito mais que um homem e morreu na cruz para livrar a humanidade do pecado original. Os cristãos falam de Jesus com amor e respeito, e é óbvio que ele tem um lugar especial em suas vidas e corações. Mas, e os muçulmanos? O que pensam sobre Jesus e que posição Jesus ocupa no Islam?

Alguém não familiarizado com o Islã pode se surpreender ao saber que os muçulmanos também amam Jesus. Um muçulmano não falará o nome de Jesus sem respeitosamente acrescentar as palavras “que a paz esteja sobre ele”. No Islã, Jesus é um homem amado e estimado e um Profeta e Mensageiro que chamou seu povo à adoração do Verdadeiro Deus Único.

Muçulmanos e cristãos compartilham algumas das crenças sobre Jesus. Ambos acreditam que Jesus nasceu da Virgem Maria e ambos acreditam que Jesus foi o Messias enviado para o povo de Israel. Ambos também acreditam que Jesus voltará a terra nos últimos dias. Entretanto, um detalhe importante separa seus mundos. Os muçulmanos acreditam que certamente Jesus não é Deus, não é o filho de Deus e não é parte de uma Trindade de Deus. No Alcorão, Deus falou diretamente aos cristãos quando disse:

“Ó Povo do Livro! Não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros. Não digais: ‘Trindade!’ Abstende-vos disso, que será melhor para vós; Sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião.” (Alcorão 4:171)

Assim como o Islam nega categoricamente que Jesus era Deus, também rejeita a noção de que a humanidade nasce maculada por qualquer forma de pecado original. O Alcorão nos diz que não é possível que uma pessoa carregue os pecados de outra e que somos todos responsáveis, perante Deus, por nossas próprias ações. “E nenhum pecador arcará com culpa alheia;” (Alcorão 35: 18)

Entretanto, Deus, em Sua infinita Misericórdia e Sabedoria não abandonou a humanidade à sua própria sorte. Enviou orientação e leis que revelam como adorar e viver de acordo com Seus mandamentos. Os muçulmanos devem acreditar e amar todos os Profetas; rejeitar um é rejeitar o credo do Islã. Jesus foi um em uma longa linhagem de Profetas e Mensageiros, chamando as pessoas para adorar o Deus Único. Veio especificamente para o Povo de Israel, que na época tinha se desviado da senda reta de Deus. Jesus disse: “(Eu vim) para confirmar-vos a Tora, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me. Sabei que Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois. Essa é a senda reta.” (Alcorão 3:50-51)

Os muçulmanos amam e admiram Jesus. Entretanto, o entendemos e a seu papel em nossas vidas de acordo com o Alcorão e as narrativas e os ditos do Profeta Muhammad. Três capítulos do Alcorão tratam da vida de Jesus, sua mãe Maria e sua família; cada um revela detalhes não encontrados na Bíblia.

O Profeta Muhammad falou de Jesus muitas vezes, descrevendo-o uma vez como seu irmão. “De todos sou o mais próximo ao filho de Maria, e todos os profetas são irmãos paternais, e não houve profeta entre eu e ele (ou seja, Jesus).” (Sahih Al-Bukhari)

Sigamos a história de Jesus através das fontes islâmicas para entender como e por que seu lugar no Islã é de tamanho significado.

O Primeiro Milagre

O Alcorão nos informa que Maria, a filha de Imran, era uma jovem mulher solteira, casta e virtuosa devotada à adoração de Deus. Um dia, enquanto estava em reclusão, o anjo Gabriel veio à Maria e informou-lhe que seria a mãe de Jesus. Sua resposta foi de medo, choque e desânimo. Deus disse:

“E faremos dele um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável.” (Alcorão 19:21)

Maria concebeu Jesus, e quando chegou o momento de seu nascimento, ela se afastou de sua família e viajou para as proximidades de Belém. Aos pés de uma tamareira Maria deu à luz seu filho Jesus.

Quando Maria descansou e se recuperou da dor e temor envolvendo dar à luz sozinha, percebeu que devia retornar para sua família. Maria estava temerosa e ansiosa enquanto envolvia a criança e a embalava em seus braços. Como ela poderia explicar seu nascimento a seu povo? Ela atendeu às palavras de Deus e tomou o caminho de volta para Jerusalém.

“Dize: ‘Verdadeiramente! Fiz um voto de jejum ao Clemente, e hoje não falarei com pessoa alguma.’ Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços.” (Alcorão 19:26-27)

Deus sabia que se Maria tentasse explicar, seu povo não acreditaria nela. Então, em Sua sabedoria, disse a ela para não falar. Desde o primeiro momento que Maria se aproximou de seu povo eles começaram a acusá-la, mas ela sabiamente seguiu as instruções de Deus e se recusou a responder. Essa mulher casta e tímida meramente apontou para a criança em seus braços.

Os homens e mulheres que cercavam Maria olharam para ela de forma incrédula e exigiram saber como poderiam falar com um bebê. Então, pela permissão de Deus, Jesus, filho de Maria, ainda um bebê, realizou seu primeiro milagre.

Ele falou: “Sou o servo de Deus. Ele me concedeu o Livro e me designou como profeta. Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado.” (Alcorão 19:30-34)

Os muçulmanos acreditam que Jesus era o servo de Deus, e um Mensageiro enviado para os israelitas de seu tempo. Ele realizou milagres pela vontade e permissão de Deus. As palavras do Profeta Muhammad resumem de forma clara a importância de Jesus no Islam: “Quem testemunhar que não existe divindade exceto Deus, sem parceiros ou associados, e que Muhammad é Seu servo e Mensageiro, e que Jesus é Seu servo e Mensageiro, uma palavra que Deus concedeu à Maria e um espírito criado por Ele, que o Paraíso é real, e que o Inferno é real, Deus admitirá através de um dos oito portais do Paraíso.” (Sahih Bukhari e Sahih Muslim)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Primavera Árabe Uma Revolução no Mundo Árabe


Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987.

Inspirados no "sucesso" dos protestos na Tunísia, os egípcios foram às ruas. A saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, demoraria um pouco mais. Enfraquecido, ele renunciou dezoito dias depois do início das manifestações populares, concentradas na praça Tahrir (ou praça da Libertação, em árabe), no Cairo, a capital do Egito. Mais tarde, Mubarak seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, seria levado a julgamento.

A Tunísia e o Egito foram às urnas já no primeiro ano da Primavera Árabe. Nos dois países, partidos islâmicos saíram na frente. A Tunísia elegeu, em eleições muito disputadas, o Ennahda. No Egito, a Irmandade Muçulmana despontou como favorito nas apurações iniciais do pleito parlamentar.

A Líbia demorou bem mais até derrubar o coronel Muamar Kadafi, o ditador que estava havia mais tempo no poder na região: 42 anos, desde 1969. O país se envolveu em uma violenta guerra civil, com rebeldes avançando lentamente sobre as cidades ainda dominadas pelo regime de Kadafi. Trípoli, a capital, caiu em agosto. Dois meses depois, o caricato ditador seria capturado e morto em um buraco de esgoto em Sirte, sua cidade natal.

O último ditador a cair foi Ali Abdullah Saleh, presidente do Iêmen. Meses depois de ficar gravemente ferido em um atentado contra a mesquita do palácio presidencial em Sanaa, Saleh assinou um acordo para deixar o poder. O vice-presidente, Abd Rabbuh Mansur al-Radi, anunciou então um governo de reconciliação nacional. A saída negociada de Saleh foi também fruto de pressão popular.